PRESÍDIO EM BERNARDINO OU IPAUSSU?


Geraldo Generoso*

Peço escusas por enfocar apenas os aspectos genéricos dessa questão, que para nós se afigura, sem nenhum exagero ou disposição pessimista, num pesadelo do qual nossas gerações jamais poderão despertar.


Breve Resumo
O Município paulista de Ipaussu tem, a poucos quilômetros, sua fronteira com Bernardino de Campos, através da Rodovia SP.270 (Raposo Tavares) ao norte e Rodovia Vicinal José Xavier de Oliveira, a leste. O governo do Estado, através do seu setor competente, decidiu construir em Bernardino, uma Penitenciária, com pretenso abrigo para 700 apenados mais ou menos. Claro que em breve lapso de tempo, ou mesmo já de início, a superlotação será inevitável, como normalmente acontece. Trata-se de uma ação de governo que veio de cima para baixo, sem que o assunto, em suas muitas variantes de complexidade, haja sido previamente discutido com as cidades envolvidas.

INTERNAUTAS DA LETÔNIA


O mundo da net é fantástico. Leva-nos, de fato, a um mundo sem fronteiras. Eis que este despretensioso blog, feito por um brasileiro, sobrevoa a Letônia. E aí cogito quem será esse meu leitor(a). Ele nem sabe a felicidade que me proporciona ao constatar, nas estatísticas, que ele acesssou estes alfarrábios. Justo eu, que ao contrário dos turistas "lugares comuns", aspirantes a Paris e New York em seus roteiros, desde menino sou um apaixonado pela Europa Oriental.

PROFISSÕES EM ALTA


Segundo fontes credenciadas,  o mercado  (sempre o mercado) hoje conta com 170 mil vagas para engenheiros. Entraram no Brasil, de pouco tempo a esta parte, 30 mil desses profissionais. Não seria o caso de se estabelecer um muro impeditivo para que trabalhadores de outras partes do mundo aqui aportem e encontrem o seu lugar.

Haja vista o quanto o Brasil deve aos italianos - maioria de imigrantes que substituiu, com sucesso e qualidade de vida, a mão de obra escrava, desmotivada durante e abandonada depois. O intercâmbio entre países, devemos entender, não só se faz em transação de mercadorias e serviços, e ambas as faces da mesma envolvem, inevitavelmente, material humano.

EM CONSIDERAÇÃO AO TEMA "ALMA ATRIBULADA"


Cumpre deixar bem claro alguns pontos, ao trazer à lume trechos desta carta, com plena autorização da signatária, de que, em nenhum momento, me coloco na condição de resolver questões do tipo apresentado por ela. Por outro lado, também não por em desapreço o tempo que ela empreendeu em seu "desabafo", que, no mínimo, lhe serviu de catarse, já que a literatura em si uma forma de liberação do que vai no consciente e no inconsciente das pessoas.

Ademais, ela enfocou em sua carta vários aspectos que ela vê para considerar a vida um desafio muito difícil. Vicente Campos pautou sua resposta a partir, como se vê, do fato dessa senhora descrever o desgosto de ver uma anciã em seu "trabalho de morte" (palavras dela). Dentro do limite de espaço aqui disposto, Vicente deu a resposta mais do que competente a um especialista do estudo das questões espirituais. obviamente onde a morte é um fator que não pode ser ignorado no drama humano da própria vida.

RESPOSTA

Resposta ao dilema “Em atenção a uma alma atribulada”

Abaixo transcrevo as palavras, sempre bem vindas e sempre de peso, pesadas na medida certa para cada problema a se enfrentar. Eis, pois, a resposta do terapeuta Vicente Campos, a quem pessoalmente agradeço por esta abordagem, sempre sábia e ao mesmo tempo  simples e clara.

Amigo/Irmão Geraldo,

Ao meu ver,  ao longo dos 51 anos de aprendizado místico-espiritualista, só há um caminho que possa elucidar este conflito existencial,  vivido tanto pela estimada senhora que lhe escreveu, como por tantas e tantas  outras pessoas: a eternidade do espírito passando por experiências terrenas que levem à evolução na Senda da Luz.

EM ATENÇÃO A UMA ALMA ATRIBULADA


Recebi, na caixa postal de meu correio eletrônico, a mensagem (particular)  de uma alma atribulada, pelo que roguei o socorro dos Mestres para, pelo menos, tentar levar uma resposta passível de minorar essa aflição aberta, com palavras a sangrar de dor no mais profundo desse ser,  que pessoalmente não conheço. Por ética e usual respeito humano que dispenso a todo e qualquer pessoa - seja  de que classe for - , não entrarei em pormenores sobre a vida individual ou familiar dessa leitora. Aliás, muito do que também eu próprio lhe disser, em atenção ao seu desesperado apelo, aqui não estará transcrito, porque o respeito humano é algo para mim tão elementar, que o pratico automaticamente em minha vida pessoal e pública, da forma mais natural possível.

pequenas preces , GRANDES MILAGRES



A moderna mídia  nos alcança em nosso dia a dia  com ingredientes  motivantes fundados em grandes tragédias e acidentes. Pelo vulto dos mesmos é que nos tornamos receptivamente passivos a contemplar: vendo e ouvindo e nos inteirando dos comentários sobre hecatombes, desinteligências, desastres, homicídios, carnificina. Numa palavra - violência. 

Há quem tenha dito que as tragédias que lemos e ouvimos assemelham-se a escorpiões expostos  em vidros ou cobras encerradas em serpentários. Assustamo-nos com gosto. Arrepiamo-nos ante aquilo que ofende mas não nos atinge, pelo menos de forma concreta.  Até nos comprazemos nessa repugnância e terror por sabê-los circunscritos a esses vetores que os limitam a alcançar-nos. Poucos se regalam com   um texto que  descreva uma tarde a se esconder sobre as folhagens de um terraço, ou sobre uma manhã que a brotar  dos olhos do sol, rútilo e fulgente,  num espocar de vida nova.  Isso a gente já viu. Essa descrição não nos é estranha. Veremos isso quando e onde quisermos.

HÁ TEMPOS ATRÁS...

 I

1.   Eis que de Jeú nasceu Peres, no mês de nizam, às margens do ribeiro Arnon, na terra que pertencera a Ló por herança.

2.   E ainda tenro de dias, Peres já  se extasiava com os verdores das planícies e, até o deserto de Quedemote se lhe fazia propício aos olhos e aos sentidos.

3.   E era abundante o número de amigos que dele se acercava.

4.   Seus dias se contavam por venturas sem conta e sua presença marcava as festas e os banquetes, onde nasciam espontaneamente muitas e novas amizades.

5.   De sua cítara saíam louvores à vida, entre cânticos intermináveis, soprados  pela pujança e vigor de sua juventude   e o número de amigos aumentava a cada dia.

QUEM SOU EU?



Muitas pessoas são prontas em acolher, contra mim, a versão injusta dos que não me apreciam. Desde cedo aprendi sobre a impossibilidade em contentar a todos. Impossível passar pela vida  ileso a toda e qualquer crítica.

            São muitos entre os que me chamam de escandaloso, quando num frêmito, às vezes, faço crestar as águas do mar num rebojo de vagas impetuosas. Talvez assuste a pescadores, como Pedro e seus amigos  àquela altura da vida,  a quem o Mestre repreendeu pela pequenez da fé.

CRISES E DROGAS


O assunto consumo de drogas (ou melhor, a dependência delas por parte de alguns jovens), inevitavelmente aqui  se fará em um termo recorrente. Estudiosos de alto quilate, cientistas dos mais merecidamente famosos, têm-se ocupado em sugerir medidas que, ainda que longe de resolver essa questão, pelo menos minimizem os seus efeitos devastadores na sociedade.

         São mais do que conhecidos os seus nefastos efeitos, de natureza física e psicológica ao indivíduo que, como extensão inevitável de uma sociedade onde  vive e se move, acarreta grandes males de natureza até mesmo coletiva. O problema do dependente – sem emissão de qualquer juízo de valor de nossa parte – na verdade não é só um problema pessoal dele.

A MAIOR FELICIDADE É A QUE ESTÁ MAIS PERTO...

 
A  maioria de nós, seres humanos, vivemos a emitir promissórias da própria vida. Freqüentemente, sacamos sobre o futuro, ou revolvemos as moedas do passado, com validade vencida. Tanto uma atitude quanto a outra faz abortar o presente.

            Seria de bom alvitre cada qual fazer um balanço de sua própria vida. Este dia que ora transcorre já morou nos sonhos. Foi embalado em nosso ontem pelo ideal projetado para o dia atual. Mas este dia que ora flui montado sobre os ponteiros do relógio, infelizmente não veio da forma imaginada.

            Tanto isto é verdadeiro que, assim como milhares de outras pessoas, enxergamos mas nem vimos a beleza do sol nascente com o canto dos primeiros pássaros da manhã. Ou nem percebemos se a chuva acariciou a relva ao abrirmos as janelas de nossa casa.

Isto porque, tempos atrás, seguindo um hábito em linha reta, já tentamos viver este dia, em um outro dia qualquer. Assim, foi sobreposto este futuro, que será passado, sobre o ontem que deixamos de viver pensando no dia de hoje.

AO TELEFONE


Quando de azul e branco tu passavas
Destino à escola e para mim olhavas
Por entre as réstias deste teu sorriso;
As horas se arrastavam longamente,
Então, pela janela, eu via à minha frente
Na tua figura o  meu paraíso.

EM BREVE A SESSÃO: DEBATES E POLÊMICAS

Acompanhe aqui no Blog
E m    B r e v e

Na pequena grande cidade de Ipaussu, desbravada nos idos de 1870 (século 19), um grupo de amigos, afeitos a estudos, debates e polêmicas estamos nos reunindo regularmente, a cada semana na casa de um dos integrantes, em número de 7 (número cabalístico) para debatermos assuntos momentosos e, na soma dos argumentos levantar soluções possíveis para o mundo de hoje.

Complementando esse grupo, de forma muito especial, temos um terapeuta holístico de Campinas - SP, José Vicente Campos; assim como um outro Campos de Curibiba, o Dr. Paulo Rosa, engenheiro aposentado da Petrobrás, formado em física nuclear, que também estará (hoje a comunicação interliga até continentes e planetas) - a enriquecer esta debate. Até não pretendemos, de imediato,  que o grupo cresça muito, porque pode hipertrofiar-se na formalidade e se acomodar a uma rotina, de forma alguma recomendável. Os temas, eleitos até o momento são:

1- DE ONDE VIEMOS E PARA ONDE VAMOS (Mediação do Dr. Antonio Carlos VIEIRA)
2- DIVÓRCIO FACILITADO PELO ESTADO É UMA BOA MEDIDA? - Mediador : Pablo Vieira
3- CENSURA NA IMPRENSA (de modo geral) -  Vitório Paiva Maistro - jornalista e editor
4- A DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS - Fernando G.Mendes Jr - Pedagogo
5- O PRECONCEITO RACIAL - Mediador : Geraldo Generoso - escritor

E assim teremos outros temas a serem abordados, democraticamente discutidos, sem a pretensão de emitir a última palavra. O que é importante é que as ideias sejam ventiladas. Há muitos outros assuntos a serem expostos, debatidos, e tudo aqui será registrado, enriquecido depois com os comentários daqueles que nos derem a honra de nos visitar neste blog.

DOIS CORAÇÕES / DUE CUORI


Vejam que lindo poema um amigo, o Geraldo Generoso escreveu e foi considerado num concurso UMA POESIA PARA A VIDA - de nível mundial. Concurso aí na Italia. Mil abraços, saudades, Elsa

Dois Corações
Bem diferente seria
Se a gente pudesse ter
Dois corações a bater
Num só peito noite e dia.


PÁGINA EM BRANCO (Poema livre)


O que sugere uma página vazia?
A criança no limbo
Que jamais viu a luz do dia,
Abortada para toda dor
E toda alegria,
Insensível ao ódio ou a qualquer amor.
O que sugere uma página sem escrita?
Se pautada,
Risca-se de linhas perfiladas,
Horizontais, em retas  infinitas
Sem serem  fertilizadas
Por frases  nunca ditas.


VAMOS OTIMIZAR A VIDA


Hoje temos mais tempo do que antigamente, ou a poucos anos atrás. A cada minuto surgem providências científicas facillitadoras para que possamos melhor usufruir a vida e dispor de mais ócio, de folgas, por conta de feriados que se emendam em pontes. 

No entanto, poucos percebem, que Deus inspira e promove todas estas facilidades e conveniências ao ser humano para que se volte mais para as coisas espirituais. Pois toda paz mundana é não só ilusória como temporária. 

Vamos reservar tempo para meditar. Não digo rezar simplesmente, repetindo de forma mecânica e cômoda palavras que não nos saiam do coração. É tempo de se voltar para Deus, pois tempo não falta.

A DROGA DE SER ADOLESCENTE

O nascedouro da narcodependência

Certamente, não tenho a pretensão de ser inédito, nesta abordagem tão séria, no que tange à disseminação do crack, como uma praga comparável às pestes, de que a Idade Média foi palco, e mesmo em tempos mais recentes. A peste negra, a bubônica, a febre amarela é tão universalmente conhecida na História que dispensa menção de estatísticas.

          Hoje, em que a medicina evoluiu em grau inimaginável, aí está um desafio não menos assustador como o é o efetivo consumo de drogas por grande parte da população mundial. Pior ainda: são jovens que encurtam a vida (já tão breve por si mesma) quanto a invalida para qualquer finalidade. Os transtornos não se resumem ao nível individual, mas familiar, social e comunitário. Trata-se, para início de análise, uma prática irracional. Só desgraças semeia para o indivíduo, numa espécie de suicídio, não só do corpo mas da mente. É uma ilusão que mata a todas as demais, por mínimas ou máximas que sejam, de um ser humano.

ACORDES DE UM AMOR ETERNO

Se eu soubesse onde Deus esconde os dias e as noites, que aos poucos dispõe  um a um no tempo que marca as vidas humanas, iria buscar muitos mais – dias e noites – para que uma pessoa pudesse deles dispor, com saúde e alegria pelo tempo eterno.

Mas eu não sei onde está essa dádiva que o Criador distribuiu aos poucos, em meio à Terra, com tantas vidas humanas. Onde Ele guardará as noites estreladas e as auroras estalando de luz?

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