EMBALAGEM É A SUA MARCA



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Ensina o Talmud, livro da Sabedoria Judaica (e os judeus, queiramos ou não,  SABEM DAS COISAS:

"COMA ABAIXO DE SUAS POSSES E VISTA-SE ACIMA DELAS".


         É natural que as empresas procurem apostar em novidades em tudo quanto empreendem, buscando a fidelização do consumidor. É preciso, por via óbvia, descobrir a vontade do freguês.

        O item EMBALAGEM é praticamente a "cereja do bolo" de um produto, qualquer que ele seja. A EMBALAGEM sob o ponto de vista abstrato, encerra uma MENSAGEM do próprio produto.

      E esse quesito já não depende só de ciência, mas principalmente de arte. E a verdadeira arte é aquela que fala sem abrir a boca.

     Tenho constatado, ultimamente, e até pretendo comentar com um amigo, JOSÉ VICENTE CAMPOS, especialista em marketing de ponta a ponta de qualquer produto, de agulha a aviões, o porquê de certas embalagens de certas empresas estão por fazer "difíceis as coisas fáceis", como me ensinava reiteradamente o meu amigo e Professor Padre Justino.

   Na maior parte das EMBALAGENS de produtos de consumo atual, e os protocolos não me permitem nomear empresas,  mas não raro (e não são poucas) - de lata, de plástico ou de papel, até mesmo naqueles sachês de temperos de ketchup, sempre exige aquele indesejado esforço a qualquer usuário.

  Apresentam-se de custosa abertura, à feição daquelas casadoiras intactas em idade provecta, com hímen com textura de aço.  

   Oras, em pleno Século XXI, já raiado e indo para 16 anos de terceiro milênio, não custa confiar esse planejamento a equipe chefiada por profissionais realmente conhecedores da psicologia do consumidor, sempre exigência da eficácia e prazer no que escolhe. 
   JOSÉ VICENTE CAMPOS é um consultor tão conhecido, que me abstenho de aqui colocar o endereço eletrônico e profissional dele. 

 É uma  sumidade nesse assunto, que interessa, obviamente, a grandes empresas. Basta bater em qualquer chamada de BUSCAS para  esse nome e estabelecer contato.

   Lembre-se sempre deste provérbio que ressoa marketing:

Resultado de imagem para embalagens
"EM ALGUMAS  VEZES, O PRÓPRIO MAPA DA MINA É  O TESOURO PROCURADO."

BOM 2116. BOM, NADA. ÓTIMO. VAMOS APRENDER A ESCREVER CRI$E ASSIM. 
ISSO MESMO: $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

  




FALTA DE SAÚDE NO BRASIL

      Há algum tempo, li entrevista de um mega-empresário do ramo de Plano de Saúde. Os convênios, ao chegarem ao Brasil, como empreendimentos logo se agigantaram. E o povo, mesmo os do andar de cima, aqueles mais aquinhoados, acreditam em milagres, Papai Noel e  Coelhinho da Páscoa que, incrivelmente, não sendo ave bota ovos. E melhor que os ovos da galinha, pois são de chocolate.

    Antes de criticar o estado de saúde, por sinal, preocupante do País, havemos de estabelecer, como raciocínio fundamental, ser realmente muito complexa essa questão. Não podemos nos arvorar em simplismos de raciocínio, pois se trata, em muitos casos, de situação de vida ou morte.

   Bem ou mal, o SUDS tem feito a sua parte. Ainda que surrealista em termos de remuneração de profissionais, é um projeto amplo. Atende 75% da população. Mais ou menos coincidindo com as classes mais desprovidas de recursos, incursas em faixas salariais mais modestas, e que, infelizmente, se constitui na maioria dos brasileiros e suas famílias.

   O SUDS é um programa estatal gigantesco, cuja conta o povo paga com impostos, e pobre sempre paga mais impostos, mas a remuneração do pessoal da saúde não está entre as mais justas. O pagamento aos hospitais é irrisório. É preciso fazer mágicas, mas nem sempre o coelho sai da cartola para completar as carências de medicamentos, serviços de laboratório, internações etc. etc.
 
  É um problema que se empurra com a barriga. E quer me parecer que essas deficiências, por falta de recursos, já se tornou aceitável, tida como mal crônico. Pior, talvez, pois a toar com a palavra remédio, vai se remediando a questão da saúde de forma cada vez mais precária.

  Contando-me entre os mais antigos, nos tempos áureos do café como commoditie soberana, nas regiões do interior eram constantes as doações de fazendeiros. E até havia uma emulação de quem daria mais para a Santa Casa. Melhor para os doentes. Melhor para as cidades.

  Verdade seja dita que os avanços da medicina, mormente em termos de vacinação, o governo tem cumprido com sua parte. Obviamente, pelas diversidades regionais, é compreensível que ainda existam áreas críticas. Embora o Sudeste conte com mais recursos, há também mais pacientes a se atender. Há, obviamente, mais médicos, porque a renda per capita motiva a montagem de consultórios e clínicas particulares.

  Os Planos de Saúde, voltando àquela tecla inicial, sugeriu à classe média um "ovo de Colombo" em termos de poder se tratar, fazer "n" exames a um custo mais adequado à sua renda, pois saúde particular custa muito caro no Brasil. Aliás, em qualquer lugar do mundo, pois envolve pesquisas, estudos atualizados, avanços na ciência médica e correlatas etc.

 A princípio, os Planos de Saúde até gozaram da propaganda mais eficaz que se conhece: "o boca a boca". Parentes e amigos sugeriam a amigos e parentes que seria uma loucura não inscrever-se num convênio. Não raro, uma enfermidade pode levar à ruína financeira, tais os custos envolvidos, afirmava-se.

  Não demorou muito e os convênios, sujeitos às leis de mercado (como não poderia deixar de ser), começaram a emagrecer suas propostas. A restringir atendimento a determinados pacientes portadores de determinadas doenças. Mas ainda se tratava de um bom negócio, pois bem ou mal se podia consultar à vontade.

  De repente, o mercado em sua objetividade, da parte das empresas de convênio médico, passaram também a reduzir o valor do pagamento por consulta, hoje chegando a R$60,00. Claro que a coisa já começou a se complicar: médicos passaram a reduzir a quantidade de pacientes atendidos, resultando em esperas intermináveis. De até 3 a 4 meses, dependendo da especialidade.

  Como se não bastasse, assim que possível, os ditos especialistas o mais que fizeram e fazem é montar seus consultórios particulares.  Os preços de consultas particulares, fatalmente são maiores e ao alcance de menor número de pessoas.

 Hoje, segundo a Agência Nacional de Saúde, num país com 201 milhões de habitantes, constata que o número de clientes atendidos pelos de saúde monta a 50,5 milhões, e as reclamações se sucedem. O marketing, a propaganda gratuita e eficiente do "boca a boca" hoje se virou contra os planos de saúde, pois milagres em saúde só iremos encontrar nas histórias bíblicas.

   Continua no próximo bloco, pois é um assunto que desafia soluções, mas como todo problema, certamente, mercê de seriedade e boa vontade, com eficiência de gestão e um enfoque multidisciplinar sobre item da mais alta relevância, pode se administrar com melhores resultados.

NATAL 2 EM VIUVEZ

Antes de aqui respingar as primeiras letras, neste Diário de Natal n.o 2, em que repasso o tempo de convívio com TONINHA, esposa mais do que querida, examino-me para o máximo de transparência, a fim de não me enroscar no lugar comum, dos tantos lugares comuns em que se incluem os que ousam ferir este delicado assunto.

     Ela era um sol na casa e ao derredor. O manacá plantado defronte ao portão. As flores que pareciam nascer por obra de um milagre. Não só as "marias-sem-vergonha", que bordejavam a nossa calçada ou o pequeno jardim ao fundo.

     Dia 4 de janeiro de 2016 completaríamos 30 anos de vida em comum e incomum. Posso me dispensar do uso do verbo no tempo condicional. Pois ela vive e convive aqui nesta casa, de forma invisível mas tão presente quanto visível estivesse.

    A rigor, seu declínio teve início a 13 de setembro de 2013, quando lhe sobreveio o que um neurologista definiu como AVC. A partir de então se demarcou um tempo diferente, mas ela era sempre tão a mesma, que insistia em ser a mesma "Tó" de sempre.

    De bom humor constante. De ombro largo, mesmo enferma até 8 de junho do fatídico ano de 2014, ainda amparava os desesperançados da vida, os revoltados com a sorte, os murmuradores contra a existência.

   Não assimilou a enfermidade. Reverberou a fé em frequência assídua de novenas e orações. Não maldisse, sequer por um segundo, os rigores dos males que se lhe achegaram. E sobrevieram cada vez mais importunos.

  Emagreceu mais que o dobro do peso. Pouco ou quase nada se alimentava, ainda que a tal se forçasse para se manter em pé, na luta da existência que comigo até então partilhara.

   Assim caminhamos sobre espinhos de apreensões constantes. Principalmente de minha parte. Às vezes no trabalho o telefone ou o celular tocava e eu estremecia. Sempre a secretária Luciana a me intimar para vir para casa que "Dona Toninha está muito mal".

   Não desfiarei os detalhes de seu calvário. Em resumo, só menciono que em 1 de junho, o médico Xavier II me chamou para informar:

 "Para usar de franqueza, sua esposa vai ser encaminhada para Ourinhos, mas não posso lhe oferecer qualquer expectativa de retorno. Está com um câncer do tamanho de um rim."

  Reconheci no jovem médico uma sinceridade comovente, mas nem por isso menos impactante. Naquela mesma noite, estando em casa para descansar um pouco, minha filha Dora telefonou-me para dizer: "Foi aberta a vaga para a Toninha no Hospital de Ourinhos, e ela quer falar com o senhor."

   Ciente que estava da dificuldade em se obter a vaga, mas já com os dizeres taxativos do médico , não avalio agora se me senti sequer mais aliviado pela notícia de obtenção de uma UTI, ou pela apreensão a enfrentar por aquela morte anunciada.

   Suas últimas palavras, pelo telefone, em tudo conspiravam para afirmar que era a mesma Toninha de sempre, a falar comigo, do jeito que era só seu, da entonação segura que era só dela. 

   Ao me dispor ir até o hospital para dela me despedir, soam-me claras na memória, quase ipsi letera a última mensagem que dela guardo, com saudade e ao mesmo tempo, com admiração e carinho.

   Ela assim expôs sobre a inconveniência de minha ida à Santa Casa para me despedir em sua ida para centro médico mais aparelhado:

   "Não precisa vir não. Estou de saída e, por sinal, no 192, o carro do SAMU.  O veículo e os profissionais, por conta de ser medicina de urgência, certamente precisam sair de imediato, e eu não gostaria de que por minha causa deixasse de ser atendido a alguma vítima de acidente. Pode ficar tranquilo. Descanse. Voltarei logo e tudo ficará bem."

    Não foi assim, na verdade. Dia 8 de junho, 6:30 h da manhã, me liga um concunhado e informa : "Antônia faleceu".

    A partir daí a vida virou no avesso. Avisei ao filho Gabriel, à filha (que dela era apenas de criação) e de repente, de bem casado me sobreveio a taxação indesejada de viúvo.

    Não me fiz de vítima, mas são insípidos os dias e saudade, essa palavra mágica, é insuficiente para traduzir em plenitude o sentimento deste vazio impreenchível. 

     Neste Natal de 2015, o 2º sem aquela que foi a complementação de todos os meus momentos - que com ela mesmo de infelizes passavam sempre a felizes, aqui estou aberto ao mundo, para silenciosamente comungar com todos quantos compartilhem a dor de uma ausência tão irreparável.

      Bom Natal a cada um dos leitores. Um Feliz Ano Novo aos que persistirem em acreditar que a vida não se acaba por aqui, e que o Criador não está ausente da Alma de ninguém neste ou em outros mundos.

Namastê. Não se pode dizer que uma pessoa morreu, quando, na verdade, deixou de viver para a Terra e nasceu a passou a viver na Eternidade. Um dia nos reencontraremos, sem esses hiatos inexplicáveis. Acima de tudo, como você dizia, querida Tó, "é para a frente que se anda." 
 

    

SOL E ESTRELA





Este poema em mp.3, no link abaixo, foi apresentado num concurso de literatura da Venezuela, de crônicas e poesias.

http://encontrarte.aporrea.org/media/23/Geraldogeneroso.mp3

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Grato,
Geraldo Generoso
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