A Prisão do Homem

Quinta-feira, 25/2/2016
Amigos, não resisti em replicar este texto tão lúcido, e ao mesmo tempo tão assustador de Eugênio Christi


A Prisão do Homem
Eugênio Christi 
 

Há muito o homem vive preso. Contudo, pensa estar livre, que decide tudo em sua vida e que vive numa democracia. Mas ele vive preso em amarras que não consegue enxergar; ou talvez nem queira enxergar mesmo.

Muitos tutores, depois de terem embrutecido a imensa maioria da humanidade como se fosse um gado doméstico, para que não ouse dar nenhum passo fora de suas diretrizes, mostram a ela o quão perigoso é tentar andar sozinha. Isto eles fazem mediante armas poderosas, como a mídia, a cultura deturpada, crenças religiosas divergentes, guerras e outras tantas coisas mais.

Já no séc. XVIII o filósofo Kant afirmava que existe uma menoridade racional, uma situação onde um indivíduo qualquer deixa de fazer uso de seu próprio entendimento para unicamente seguir a direção dos outros. A não ser que venha apresentar alguma debilidade mental ou qualquer outra disfunção cerebral, cada um é o próprio culpado dessa menoridade, principalmente devido à falta de coragem de servir-se de si mesmo sem a direção da astúcia alheia.

A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens permanece menor durante toda a vida, esperando que tutores deles tomem conta, ora levando-os até as margens tranquilas de uma pseudo-segurança, ora levando-os em direção ao matadouro cruel da autodestruição.

Aqui já posso delinear um dos maiores problemas que assolam a mente humana. Desde que se tem notícia ou relatos da atividade humana neste planeta, o homem entrega seu poder aos outros. Sempre está delegando poder aos outros na vida pública, na vida religiosa e por vezes até na vida individual.

Viver sob a tutela de outras pessoas tornou-se quase como uma segunda natureza da qual muitos temem se afastar. A maioria dos homens prefere deixar que os sacerdotes e pastores pensem por eles os assuntos religiosos e espirituais; que os políticos decidam por eles as decisões a serem tomadas nas assembleias públicas; ou seja, lavam as mãos no que concerne à direção de suas vidas individual e coletivamente. Sempre que uma posição lhes é cobrada, preferem se manifestar por meio de fórmulas pré-estabelecidas e preconceitos que os mantêm em condição inferior, como correntes que os impedem de caminhar firmemente. Se por acaso ocorrer algo errado a culpa fica sendo dos tutores e não das pessoas “comuns”.
Até Deus e o Diabo acabam sofrendo acusação de serem os culpados de muitas atrocidades humanas. Nestes Arquétipos Cósmicos os humanos projetam seu alter ego, fugindo assim de sua responsabilidade nos trâmites da vida.

Tolstoi já refletia sobre esta questão, de que a massa abdica de seu poder em favor de outro. Ele ficava perplexo por as pessoas não entenderem isso. Como os camponeses russos, após se juntarem ao exército do Czar, estavam dispostos a matar outros camponeses russos, talvez até seus pais e irmãos — simplesmente para cumprir as ordens do Czar? 

Por isto Tolstói publicou A Letter to a Hindu (Carta para um hindu), descrevendo a opressão da Índia pela Companhia Britânica das Índias Orientais. Tolstói escreveu:

 “Uma empresa comercial escravizou uma nação composta de 200 milhões de pessoas. Diga isso a um homem sem superstições e ele não vai nem entender o sentido de tais palavras. O que significa 30 mil pessoas, não atletas, e sim pessoas comuns e fracas, escravizarem 200 milhões de pessoas vigorosas, inteligentes, capazes, que amam a liberdade? Os números não deixam claro que… os indianos escravizaram a si mesmos?”.

O destinatário da carta que Tolstói escreveu era Mahatma Gandhi.
Retirado do livro O Despertar dos Deuses. Para quem quiser baixar o livro deste texto, eis o link: BAIXAR LIVRO 
Eu Sou Eugênio Christi 

Postado por Eugênio Christi

ANTE OS DRAMAS DO MUNDO



Por onde quer que se ande pela terra,
Vemos  a cada palmo, a cada instante,
A paz ausente e, no furor da guerra,
A dor da Terra com os seus viventes !
Cada qual faz o céu sempre distante
E mais gritante a vida em meio às gentes.
Ante esse quadro assustador e horrendo
Há alguém a criar no mundo crendo.

Há gritos de presídios e hospitais !
Há gritos de miséria longe e perto,
Há solidão e luto em tantos ais,
Na travessia deste chão deserto.
Além do tempo incerto  a luz e a paz.
Onde se esconderá o amor  por certo?
Ante esse quadro, de dor feita à custa,
Há alguém a criar, que não se assusta.

Milhões de vozes a exprimir carência,
Hordas famintas sem  teto nem pão;
É infausta e malograda a experiência
Desta seqüência de um viver em vão
Que não foi  explicado pela  ciência
Nem resolvido pela religião.
Ante esse quadro que nos desalenta
Há alguém acima que ao amor sustenta.

Quem será esse alguém, presente e oculto,
Que ainda crê e em criar persiste?
Que a cada instante as marcas de seu vulto
Se expressam num semblante, alegre ou triste!
Mas sempre criativo, infante ou adulto
Está no homem esse alguém que existe
E quer, como Ele, nos fazer criadores
De um novo Éden e, de nós,  senhores.


03-12-2002








ISRAEL, O DESAFIO DO POVO ELEITO

Para mim, o Povo de Israel é um mistério. Não reluto em acreditar que se trata de um povo eleito. Ou, pelo menos, diferente essas pessoas são. E diferentes de uma forma claramente positiva.

Como pessoas, obviamente estão sujeitas a toda sorte de fraquezas humanas, de que todos e cada um de nós, somos portadores. São fartos os registros de que mesmo alguns judeus, de reconhecido valor espiritual, muitas vezes falharam.

Davi quando cobiçoso da mulher alheia, colocou em linha de frente o general Urias para que morresse em combate, por sua própria causa, a fim de se apossar da esposa daquele fiel servidor.

Mesmo o Profeta Eliseu, investido de uma espiritualidade que tocava os céus, no que entendo, a ser verdade que fez sair uma fera do mato para devorar alguns garotos que o chamavam de calvo (e ele careca mesmo); 

Isso me leva às vezes a relevar certos deslizes que cometo, e entendo, sem julgar a quem quer que seja, (e quem sou eu para isso?) mas me faz o benefício de compreender o quanto, enquanto humanos, somos limitados.

Mas aí vem a realidade do Holocausto, com aa morte, e pior de tudo, com a tortura extrema, para 6 milhões de judeus, sem que, até hoje, se prove nada mais do que a loucura de Hitler, e mais ainda, daqueles que com ele perfilaram e aplaudiam suas doidices assassinas.

E apesar de tudo, o povo judeu continua sua luta. Portam uma chama que não se apaga e, ao que deduzo, exatamente por serem muito afeitos ao que fazem, exigentes para consigo mesmos ao extremo, eles brilham. E esse brilho causa inevitável a inveja de meio mundo contra eles.

A gente pega os prêmios Nobel, de todas as categorias, lá estão eles em maior número. Seja literatura, seja ciência, seja lá que atividade for. 

E digo mais, ao se espalharem pelo mundo, aonde vão levam uma bênção sem precedentes. Mesmo em minoria, eles acabam por influenciar a tudo e a todos com quem convivem. 

Vão para o Egito, e no fim da história, há que ser o judeu José a governar e evitar que a nação sofresse por reveses os mais graves e talvez irreparáveis.

Na Espanha, quando o  rei e a rainha, já em tempos mais próximo de nossa era, não sabiam o que fazer com as finanças do país e do povo.  

Injustamente até, por cômoda desculpa, julgavam que a causa da economia em frangalhos fosse a presença judaica, eis que tem que recorrer a Isaac Abravanel (ascendente judeu do nosso Silvio Santos) para pôr a casa em ordem.

Seus hábitos, seus costumes e sua tradição sempre fizeram o melhor por onde quer que andaram e, até hoje, por onde quer que andem.

Ao contrário do que se propala, eles não são um povo voltado para comércio ou finanças. Obrigaram-se a isso por conta do próprio mundo. Na verdade, o povo de Israel gosta, ama de paixão a agricultura e a pecuária.

 Os seus famosos kibuts que o digam, numa terra madrasta de quem eles arrancam o milagre regado a esforço e exercício de neurônios, numa dedicação exemplar que a todos nos assombra.




DANÇAS NO CREPÚSCULO



A Mitologia Indiana recorreu a  metáforas que fielmente comparam
 a vida com imagens sugestivas, encaixadas até mesmo sob a ótica científica.  Fala-se que o Universo dança, e é uma expressão muito mais feliz do que dizer simplesmente que ele se move. Sim, afirmar que ele é dinâmico é cientificamente correto, mas dizer que ele Dança é uma forma de ciência poética não menos verdadeira.  

Daí a necessidade que cada um de nós deve manter bem acurados os ouvidos para ouvir essa música, sob cujo toque devemos mover o corpo e alma, enquanto na trajetória terrena e na celeste por vir. Não é estranho às pessoas familiarizadas com a magia do universo, ter ouvido falar sobre a Música das Esferas.
No momento em eu escrevo estas linhas, chegado da rua observando o movimento da cidade neste domingo, a fim de espalmar um tema, eis que me deparo com Casais de Terceira Idade, saindo do Ipauçu-Clube com a consciência do dever cumprido: dançar. Dançar e descontrair, em sintonia com o movimento incessante da Terra e de tudo o que existe.

Freud falou, e outros estudiosos também disseram muito sobre Eros. E todos são concordes em dizer que  Eros é apetite pela vida, nela se centrando a vida sexual como eixo. E, de outro lado, o instinto de morte responde pelo nome de Tânatus, que se opõe a Eros, apetitoso pela vida.

            Ao levar em conta a atitude destas pessoas, após as danças de Terceira Idade saírem de mãos enlaçadas pela cidade, nos leva a ver com outros olhos a própria vida, que necessariamente não precisa ser estática, morta antes de morrer, seja a pretexto de idade ou de outros complexos.
           O Amor não tem nada para se envergonhar de seu exercício pleno. A juventude não pode e nem quer dispor de monopólio sobre amar ou qualquer outro item existencial, principal ou assessório na trajetória da vida.
       Esses casais que passam entretidos, embebidos no forte conteúdo de canções muito fortes – sertanejas e românticas, passam felizes, com o coração preenchido dentro do peito. Dão-se a cumprimentar a todos os que encontram, numa forma um pouco diferente de dizer o óbvio: que cada um dá à vida o fim que bem o desejar.


     Parabéns a essa gente. Geralmente reunida em grupo de pessoas do povo, desse povo que sabe das coisas e não desistiram de continuar aprendendo a verdadeira arte de ser feliz.  A dança não pode parar. 
     Os rastros dos que dançam são poemas que ficarão no coração de todos, sacudindo sentimentos negativos inevitáveis e sempre em comunhão com a Infinita Dança Cósmica do Universo.

RELIGIÃO COMO CAUSA DE ATEÍSMO



Havemos de convir que, por contraditório que pareça, o Ateísmo também é uma religião. Sem também esquecer que, em muitos casos, até se empenham em fazer adeptos de sua tese.

Em primeiro lugar, merecem todo nosso respeito. Claro que por coincidência, conheço ateus que se dão a ser longevos, vivem muito tempo e, nesse particular, aparentemente levam vantagens, se minha estatística formal estiver correta.

No entanto, na maioria dos casos, o que o ateu experimenta não é propriamente uma aversão a Deus. Isto digo porque entre eles há grande número de ecologistas, e até mesmo ecochatos. 

Isto demonstra que nossos amigos ateus tem um perfil que não é necessariamente de se indispor contra a ordem natural do mundo. Melhor dizendo, eles são pessoas que tem princípios, e isto é realmente o que conta.

A palavra piedoso está próxima de religioso. Ateu, por determinante do próprio pensar, não podem ser pios. Mas conheço muitos deles, aliás todos do meu círculo que se rotulam ateístas, são caridosos e de bom caráter.

Na verdade, pela sondagem que realizei, esses descrentes, ou crentes na inexistência de Deus, confundem o Criador com religião. 

E aí, com razão, eles perfilam argumentos sobre pedofilia de padres católicos; ganância por dízimo de mega e micro pastores protestantes ou evangélicos e até colecionam fraudes de espiritistas, com forte e sólida argumentação.

A rigor, nada tem a ver Religião com creer ou não na existência de Deus. A supressão da hipótese de um Ente Creador praticamente seria tomar o comprimento pela altura, duas medidas que nada tem a ver uma com a outra.

Como reza o Evangelho que Deus não faz acepção de pessoas, nada nos impede em ouvir os ateus e compreender-lhes o ponto de vista que atira no que vê para matar o que não viu, e não mata nem o visto nem o imaginado.

O mundo prossegue. A rigor, nós e Deus precisamos de ateus, porque eles são do tipo que querem " fazer a hora sem esperar acontecer". Primam pela racionalidade, muitas vezes muito em falta na Terra.

Um grande abraço a todos, independente de Religião, Política ou Futebol. Bom 2016. Melhor será dizer ; ÓTIMO ANO NOVO.


ABRAÇO AO POVO RUSSO





   Nem haveria necessidade de justificar a inserção desta cidade Russa, onde os internautas poderão ler esta sintética resenha sobre esse tão importante centro mundial. Esta urbe se conta, em modernos dizeres, como uma das Maravilhas da Humanidade.


  A Rússia é um país com uma História rica, em certos pontos até inexplicáveis o correr de sua existência, antes Império depois República Socialista. 

   Na verdade, o Manifesto Comunista, de Karl Marx, primeiramente implantado pela Revolução de 1917, já assinalava uma globalização, pelo menos em termos de Política Mundial, de ideias que se espalharam mundo à fora.
 
  A Rússia, país eminentemente agrário lá pelos idos de 1917, e antes, com a montagem do sistema socialista, ainda não estava na vigência da Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra a partir de meados do Século anterior.
   
   Bom, o que realmente me importa é aqui consignar um grande abraço ao povo russo, de forma a expressar a minha gratidão por serem os russos os campeões em acessos ao meu Blog "alfarrábios do generoso".

   Especialmente dedicado àquela amada gente, que apesar de conter em seu território a gelada Sibéria, são pessoas admiráveis, a dizer pela amostra das poucas pessoas que tive a felicidade de conhecer.

   Por isso, envio nesta oportunidade uma imagem de minha cidade, aqui no Brasil, situada no Interior do Estado de São Paulo - IPAUSSU.

Entardecer no Parque Turístico José Nicolau,  Lago Municipal. 

   Um mimo em agradecimento pelo prestígio que me conferem, e que é por demais honroso, pois a Rússia é, sem nenhuma dúvida, o maior celeiro de imortais escritores em nível mundial.


Cidade de Leningrado é renomeada para São Petersburgo, na Rússia

06-09-1991 D.C.
A cidade de Leningrado voltava a ser chamada São Petersburgo em um dia como este, no ano de 1991, em uma homenagem ao Czar Pedro, o Grande. Ele fundou a cidade em 27 de maio de 1703 como a nova capital do Império Russo - perdeu este posto para Moscou em 1918, após a Revolução Russa no ano anterior.

Dois séculos mais tarde, em 31 de agosto de 1914, o Czar Nicolau II decretou uma mudança do nome da cidade, de São Petersburgo para Petrogrado. A partir de 1924, em homenagem ao líder revolucionário Vladimir Lenin, a cidade seria mais uma vez renomeada, para Leningrado.
 
Atualmente, São Petersburgo é a segunda maior cidade da Rússia, com uma população em torno de seis milhões de pessoas, contando com a região metropolitana. O centro histórico da cidade e o grupo de monumentos constituem patrimônio mundial da Unesco.


PENSAR INÚTIL

No Camping de Ipaussu- SP Brasil

GEGê


                        EU fico a pensar
                        Sem pensar
                        Que enquanto penso
                        Ávida passa
                        Sem que eu pense
                        Que ele passa!


                        A  minha vida
                        É um pseudo pensamento

                        Por isso penso
                        (sem saber que não penso)
                        Que se não pensasse



                        Da mesma forma a vida passaria!

A FOME INEVITÁVEL

Maldizemos, às vezes,
esta fome de mundo que nos assola,
esta ânsia pelo nada que se evola
de ideias vãs e súbitos revezes. !

Amargamos em quedas  e naufrágios,
pela busca infrene de posses e títulos,
pagos ao peso de imensos ágios,
por bens insignificantes e ridículos.

Na matéria, desse pó, de que em parte
somos feitos,
Imergimos a alma integralmente,. 
a insistir  na  pífia arte,
por todos os modos e jeitos,
de desfrutar intensamente
por via de corpos imperfeitos
uma falsa ventura prazerosamente.

Mas neste Universo desmedido
nada se perde, nada está perdido,
nem um só átomo há de se perder.
Bendita esta fome insaciável
pelo que pensamos precisar ou ter,
Esta fome que nos corrói,
que tanto nos consome e que  tanto  dói
em nossa alma tem a razão de ser:

Esta sensação de tremendo vazio
que nos traz mil desejos, infinita vontade,
É um mero disfarce a esconder o pavio
Por nossa fome de eternidade,
Pela ânsia por Deus que em bondade
Aqui na Terra nos introduziu.






VIDA EM ORFANDADE


VIDA EM ORFANDADE


GeGê



Eu sei o que é Deus “não responder”!
Sei bem o quanto esse silêncio mata...
Conheço o peso dessa dor ingrata
De estar cego e  olhar sem ver!


Senti na pele a ausência da luz;
Senti no coração o vazio da Presença
E a inutilidade de uma enorme cruz
Que me levou bem perto da descrença!

Foi então num calvário prolongado,
No flagelo incomum de um pesadelo
Que a custo compreendi meu duro fado
E dirigi a Deus o meu apelo!

Não ouvi vozes, mas foi diferente,
A partir daí, a minha nova vida;
Livrei-me então dessa dor inclemente
Numa prece nascida
Daquele meu estado deprimente.

Foi do sentir tão fundo a orfandade
Que  nasceram-me a força que, então
Veio preencher de amor meu coração
Com a plena essência da Divindade
Que de eternidade veio preencher
Com a Sua luz de amor o meu viver
Com Seu doce sabor de eternidade.





INDAGAÇÕES MORTAIS EM DESESPERO

POR QUÊ ?


GeGê 



Por que em carne nos tornaste
sobre este vale a esmo
nesta árida procura
Por nós mesmos?

Olho-Te pelo rosto do Sol
e as perguntas se esboroam;
apagas Teu luzeiro,
Trevas os ermos povoam
mas nos ensinaste
a fazer um farol.

Nessa infinda procura
pelo próprio Eu,
a Tua luz na selva escura
nem por um segundo,
pelas vias do mundo,
do menor entre os homens se esqueceu.

Embrigamo-nos de mundo,
na inconsciência adormecidos;
imergimos, por vez, em profundos
pesadelos e gemidos
que nos nascem do mais fundo
daqui dos nossos corações feridos.

Mas no final de todo o desencontro,
qual drama a se fechar no último ato,
volvemos a Ti  num derradeiro encontro,
alheios a este mundo insensato
Para Ti voltamos todos juntos
Para viver no Amor de fato.



CASADOS POR 2ª OU + VEZES

UNIÕES CONJUGAIS ANULADAS

Geraldo Generoso*


Uma questão que poucos recasados (divorciados que se casam novamente) conhecem é a proibição dos sacramentos de confissão e comunhão de tais pessoas em tais situações. Até tinha conhecimento, anos atrás, dessa proibição, mas supus que a mesma já houvesse sido contornada, pois é um assunto que o próprio clero evita mencionar de modo frequente.

 Não há o que discutir sobre se está certo ou se está errada esta determinação. Os prelados, por anos a fio, estudaram Teologia – ainda que na prática sejam leigos em casamentos,  pois o celibato clerical ainda continua. E se fosse aos padres dado o direito de casar, ainda assim, o divórcio não seria permitido.

Mas, vivendo e aprendendo – descobri que a Igreja Católica Romana também mantém jurisprudência em casos em que ao cônjuge prejudicado é assegurado o direito de anular o casamento, mesmo em casos em que já esteja em segunda união, amparada pela lei civil, conhecida como união estável.

É um processo demorado, acompanhado por dois padres e um leigo, em que se registram as causas e se analisam os motivos evocados pela parte solicitante. Temos notícia que em 90% dos casos – ou quase a esse percentual – as sentenças regidas pelos cânones da Igreja se mostram favoráveis ao solicitado. Até mesmo Caroline de Mônaco, apelou para esse expediente, apesar que lhe foi negado pelo fato de estar em convívio com um divorciado,à época.

            Ante o exposto, - e como vivo peregrinando por muitos lugares, levando cursos sobre literatura, criação literária, arte poética e coisas dessa arte – ponderei que a semântica se reveste de um poder quase absoluto.

               Como o mundo seria facilitado se não houvessem palavras que se tornam anátemas, a ponto de, vez por outra, por força de lei, alguns termos são jogados no ralo da história e, se alguém consultar documentos antigos, ou mesmo obras literárias de tempos que não vão muito longe, poderá assombrar-se com o uso de palavras que nossas autoridades – civis ou religiosas – acabaram por decretar o desuso.

            Voltando à questão eclesiástica, a alegação que se acolhe como válida – entre outras possíveis – se fundamenta na argumentação usada, pelo cônjuge solicitante de anulação do vínculo, de que enganou-se na avaliação que fizera, enquanto noivo(a) , da pessoa que passou a ser esposo(a). Fica evidenciado o óbvio ululante, na questão mesma que leva a alguém ao divórcio, separação de corpos e outros nomes que querem dizer a mesma coisa.

            Havemos, no entanto, de considerar que são departamentos diferentes. Nada a obstar quanto aos procedimentos eclesiásticos, fulcrados nos seus cânones. Em todos os casos de processo de anulação de matrimônio há, como não poderia deixar de ter, a tentativa de conciliação, seguindo o mesmo ritual da lei civil que assim procede. Tanto mais as disposições religiosas que ensinam o perdão, a tolerância, a convivência fraterna e o amor, em suma.

            Fiquei sabendo que há vários desses Tribunais Eclesiásticos no Brasil, com instâncias próprias e, em casos excepcionais, podem chegar até a mesa do Papa para decisão final.Posta a questão, não tão delineada porque não é esta uma matéria informativa, mas simplesmente opinativa, podemos concluir que a Igreja está se tentando adequar ao perfil da realidade atual, claro que sem compactuar com a liberação excessiva, mas compreendendo de forma mais individualizada a situação de seus fiéis.

HOMENAGEM PÓSTUMA Á PAULA SANFELICE


POESIA: SOLUÇÃO DE QUALQUER SAUDADE


Mesmo aqueles, entre nós, que não vivem em função de uma crença na espiritualidade, que subentende a Vida Eterna, por certo não relutam em homenagear as pessoas que foram importantes em suas vidas: Pais, Tios, Filhos, Avós etc.

Isto porque, bem no fundo coração - alheio à superfície da rotina, dos negócios e trabalheiras desta vida, a alma de cada um tem ciência plena de que a vida não se resume nestes poucos dias vividos neste planeta. Um entre tantos mundos, cuja dimensão é inimaginável até para os anjos.

Portanto, este meu trabalho se resume em prestar esse trabalho, emprestando esta habilidade que o Creador me conferiu, em explicitar em versos um pouco da vida daqueles que partiram para a outra dimensão da vida. 

Se você quer render um preito de gratidão aos seus entes queridos, mesmo aqueles que estão entre nós - e uma homenagem em vida é ainda mais significativa e válida, conte com as minhas mãos sempre dispostas em oferecer o melhor de meu estro poético, sempre a serviço de espargir beleza, num mundo que, muitas vezes e com razão, sobram lugares para a saudade dos que partiram antes de nós.

Grande abraço a todos. Estou ao dispor no e-mail
braunaster@gmail.com 
Geraldo Generoso - Brasil

A POESIA É MAIS ELEVADA EXPRESSÃO ARTÍSTICA DO SER HUMANO.
ELA DERRETE A DOR E A CONVERTE EM PEPITAS DE OURO, DE CONSOLO E FELIZES EMOÇÕES.

CRIE BEM E SEJA MUITO LIDO


HOMENAGEM A PESSOAS QUERIDAS

  

Este é um Acróstico ou Anagrama, tipo
de Poesia em que aparece na
lateral esquerda, da própria composição
o nome da pessoa homenageada.

No caso é o Sr. JORGE GARROSSINO, antigo
morador de Ipaussu e que marcou letras de ouro
a história de vida que teve entre nós no passado.

Você pode notar que o poema contém 3 ingredientes
de composição que ainda primam pelo
sistema antigo de poetar. Não sem razão,
Raimundo Carrero, escritor pernambucano
dos mais acreditados, e mestre em literatura,
costuma dizer que "A RIMA É O SANGUE DA POESIA".
Concordo com ele e desenvolvo assim
o meu trabalho poético, nas homenagens a que
as pessoas me incumbem.

Não só sobre túmulos, mas também em
folders, no tamanho 50 Cm X 70 Cm,
contendo a foto e o poema
juntamente com a imagem da pessoa.

Pode ser para um(a) amigo(a) de suas
relações sociais ou mesmo afetivas.
No caso do Sr. JORGE GARROSSINO,
(modelo acima inserido) as ilustrações
consistem de um tijolo (porque ele teve olaria)
e no mesmo plano, uma bola, já que
sempre apoiou times de futebol.

Se você quer prestar uma homenagem a alguém,
entre em contato conosco. ]
Abaixo outras ilustrações poéticas.
Bastará indicar o perfil da pessoa, como 
ela é em seu dia a dia e sua história de vida
que estarei ao dispor para esse tipo de 
homenagem que, felizmente,
tem marcado muito a minha vida
com razoável sucesso.
Contato: braunaster@gmail.com

UM ABRAÇO DE ANO NOVO E MUITOS OUTROS
QUE VIRÃO.
GENEROSO EM HOMENAGEM AOS 100 ANOS DE IPAUSSU - 20-09-2015 -  NO SACI


BOTEQUIM


O QUE NOS FALTA?


A pergunta do título " O QUE NOS FALTA" pode soar como uma ironia. Ah, praticamente cada um de vocês da classe baixa e média , que é maioria neste mundo e inclusa a minora,  (indevidamente chamada privilegiada ou dominante) - julgarão. Aliás, com razão, num raciocínio raso, cada um de vocês dirão : "claro, a cada ser humano falta alguma coisa, para não dizer quase tudo e a alguns falta tudo.

Creio que nós, seres humanos, enquanto neste planeta, somos imperfeitos por natureza. É possível que tenhamos sido  a trágica experiência de um cientista ou uma equipe deles, intrometida, de outro planeta, que desejou transplantar aqui um espécime inadaptável ao clima psicossomático deste mundo relativamente pequeno em termos astronômicos.

Ou então, em termos esotéricos, espirituais, a partir da religião que atribui esta nossa vida a um Criador, algo de muitíssimo grave deve ter acontecido entre Ele e a criatura. Algo muito mais grave do que surrupiar uma maçã (na mitologia hebraica) ou ter devorado um figo a que estava proibido de ingerir, segundo a mitologia indiana.

Num mundo em que as empresas que fabricam bebidas alcoólicas, para sanar o tédio que nem remedeiam, geram fortunas assustadoras, em prol da desigualidade gritante; nem é preciso falar do poderio dos traficantes de drogas, que desgraçam muito a muitos e até certo ponto um grande número de drogados anônimos, que tapeiam a vida até o dia que cerrarem a boca e o nariz para consumo dessa malidção;

Num mundo onde mesmo entre os normais, se você vai a uma lanchonete, lá estão grande número de jovens - que ainda tem tudo a perder, pois tem tempo de vida útil mais do que nós, os velhos, ingerindo cerveja, algo amargo que compatibiliza com aquela amargura que lhes vem de dentro e aos quais o melhor de tudo da vida consiste em esquecê-la;

O mesmo se diga do tabaco, com indústrias poderosíssimas, contribuindo tão só para melhor controlar a demografia, matando grande percentual de seres humanos  de terríveis e dolorosas enfermidades.

Também não pode ficar sem chumbo os grandes complexos da indústria farmacêutica, que até em seus pontos de venda se rotulam em termo atualizado como drogarias. Onde, num mundo, é preciso consumir soníferos, entorpecentes lícitos que levam à dependência contumaz e irremissível !

Oras, existem momentos felizes, como disse Odair José, um cantor da minha época mais velha, ao proclamar que "felicidade não existe".

Pois bem, o espaço que disponho é mínimo. Dá para perceber, ao ler estas linhas, que sapeco aqui ao improviso deste 31 de janeiro de 2015 (quem garante que essa data não é arbitrária?) , também não me sinto feliz neste mundo a que não vim a negócio e me perco, ao perguntar os motivos, num oceano de indagações.

Mas concluo, e aqui me deem o benefício da subjetividade, de expressar o que particularmente penso e sinto. Com todos os escândalos que pipocam em várias seitas, próprias da imperfeição das próprias criaturas - dirigentes e dirigidas -, creio que as igrejas, os movimentos espirituais, as ordens esotéricas, sejam de que rótulo forem, ainda se fazem num lenitivo, numa esperança que não sei se verdadeira, mas possível, de que a vida humana não se resume somente neste plano de manifestação e há uma contraparte espiritual, um reino de paz e justiça.

E o que aqui se registra, nesta tarde do presumido último dia de 2015,  não se choca com as palavras de Paulo Apóstolo, ao escrever (ou ditar) com clareza meridiana esta frase assustadora e ao mesmo tempo promissora:

"SE A VIDA HUMANA SE RESUMISSE SÓ NESTA PASSAGEM POR ESTE MUNDO, SERÍAMOS AS MAIS DESAGRAÇADAS DAS CRIATURAS.'"

Desculpem-me cada internauta por este desabafo. Fiquem à vontade para contestar no que o desejarem e expor o que seu coração sentir para dizer.

A DESPEITO DE TUDO, FELIZ 2016 A CADA UM E A CADA UMA DAS PESSOAS QUE ME LERAM ATÉ AQUI, COMPLETANDO PERTO DE 30.000 ALMAS.
OBRIGADO,
GERALDO GENEROSO - (Divinatur FRC)

SEMPRE É TEMPO DE POETAR



Não posso deixar de destacar abaixo uma
coluna do escritor GERALDO MACHADO, 96
anos bem vividos no  Brasil. 



Geraldo Machado, num descanso das mãos sobre as teclas.



Tenho medo de raio


Neste domingo, 13 de dezembro, a mineiríssima e simpática poetisa brasileira, Adélia Prado,  está fazendo oitenta anos. Ontem, sábado, enquanto  eu lia a citada noticia, de imediato  o céu escureceu e começou uma chuva com vento forte e raios.

 No jornal, ao lado da fotografia, está escrito: Poesia que assombra. Senti um alivio e perdi o medo ao ver que uma mulher tão forte não tem medo do óbvio.

 “A senhora pensa na morte?" Perguntou Ubiratan Brasil.


Adélia Prado - 80 anos - Poetisa brasileira


 “Penso na morte todo o santo dia. Ela me ajuda a viver do melhor modo possível. Não há nisso nenhuma morbidez, pelo contrario, estimula bastante. É parte intrínseca da vida. Como ignorá-la sem prejuízo para nós?” 




Esqueci-me dos raios e vi que se estou vivo e mais velho do que essa menina 16 anos. Daqui para frente deixo Adélia fala por mim, por nós. 

“Por que vivemos tempos tão cheios de desgosto”? Ubiratan pergunta.

 “Porque um tempo ausente de valores espirituais é um tempo de fastio e desatenção. Alimenta-se de amargura e tédio, que tentamos neutralizar com a estridência de tiros e espetáculos de sangue”. 

Deixo a Adélia e ao Ubiratan, um forte abraço para a aniversariante e agradecimentos ao jornalista que me ajudou a escrever este artigo oportuno e didático – sim, pois aprendi mais com a poesia do que com os raios. 

Esse medo – quase pânico – trago da infância como o umbigo. Minha mãe tinha duas crenças: uma espiritual e a outra, cósmica.

Nós, os filhos, nascemos e vivemos a infância isolados de vizinho, sem para-raios e cercados de mata, embrenhados no medo: meu pai cobrindo o espelho e a minha mãe rezava no oratório para Santa Bárbara e São Jerônimo.

 Nós deitávamos e cobríamos a cabeça, com medo dos relâmpagos. O vento, que mesmo com as janelas fechadas entrava pelo vão das telhas , apagava as lamparinas. Meu pai não tinha medo, calava e agia para nos proteger. 

O nosso medo era tanto que fazíamos uma cruz na testa com o polegar quando, nos dias de sol, ouvíamos o português matador de formiga, por qualquer motivo ou um simples desagrado, dizer raio-que-o-parta: Não era uma expressão de repulsa, mas uma blasfêmia – atraía raio como o “papagaio” de Graham Bell.

 Só perdi meus medos com a instrução, vivência e idade. Continuo tendo medo, não do tempo que os antigos divinizaram sob a figura de um velho com duas asas, para marcar a sua rapidez, tendo uma foice na mão para indicar a sua força destrutiva e, às vezes, uma ampulheta, emblema do contínuo correr dos anos. 




Esse medo que Adélia não marca no seu rosto e nada mais faz do que virar a ampulheta do tempo , este sim, mesmo divinizado não sabe esconder o seu rosto severo sob as suas asas. 

Vamos, eu te ajudo não deixar correr essa areia. Se eu pudesse iria buscar na Itália um galho do carvalho de Tasso (Torquato) e lhe mandar de presente. 

Sábado, eu ainda estava deitado, era cedo e ainda não havia chegado a chuva – dava para se ver pelas frestas do vitrô que a manhã estava clara. Ouvi o grito:

 “Olha a 'perua' do Asilo está passando pela sua rua pedindo a sua ajuda para os velhinhos que agradecem...”

 Domingo eu vi Adélia Prado se apoiar no cotidiano ( e não na ampulheta, digo eu) e no religioso para criar poemas surpreendentes.” Eu e o Ubiratan Brasil lhe pedimos um poema para surpreender os velhinhos do Asilo. 

Será ouvida no céu donde não só raios partem os corações dos abandonados da família que fica com a “bolsa famigerada” e, os velhinhos com a esmola que a “perua” passa gritando: “Olha o Asilo, Asilo, Asilo...”

 Quem dorme com um barulho desse? Você dorme, Adélia?  “ A poesia tem a ver com a morte, que faz parte da vida. Tudo lhe diz respeito”. 

Respeitosamente, o meu abraço: Feliz Aniversario: e o meu presente:

 um pequeno galho do carvalho de Tasso.



Para

CcCco
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