SORTE GRANDE E SORTE INFINITA


  1. A FILA É  PEQUENA PARA A SORTE ETERNA
               É o bastante passar, numa rua qualquer,  onde haja uma Agência Lotérica, para avaliar, numa sondagem, ainda que superficial, quais os valores eletivos da maioria das pessoas. A expectativa de  mudar o destino, mudar de lugar, de classe  social,do  mundo,de tudo, enfim, para transmigrar-se de si mesmo. Deixar esse eu de tantas desditas pelo milagre de montanha de cédulas de dinheiro, capaz de comprar, em certos casos, a fama, a honra e até o Amor, se a tal  fosse possível.

                   Possivelmente, ao impacto da constatação de que os números da Mega Sena coincidem com os da aposta, o abalo é inevitável.  O coração dá pulos, os pensamentos se entremeiam numa teia caótica. Tudo passa a ser diferente de uma hora para outra como se a ordem natural das coisas, e da vida do felizardo sofresse uma revolução por inteiro. Sobrevém esse gosto pelo anseio incontido de Ter. Até se diz, com sabedoria, que "cansamos de comer, cansamos de beber, cansamos de amar, só não nos cansamos de Ter. "

                      Proporcionalmente a cada individuo - uns mais querentes pelo ter outros, menos, o certo é que a vida do cidadão já não é mais a mesma. Pelo menos naquele momento em que, como que jogado para cima, a uma altura imensa, ele sente tonturas e até, a bem da verdade, não sabe se isso é felicidade ou susto.

                      No entanto, todos somos candidatos a Prêmio infinitamente maior do que muitas e muitas cenas acumuladas, cujo acerto potencialmente poderemos efetuar. E tudo isso não é nada perante a promessa de Cristo para o vindouro e verdadeiro mundo - Espiritual -, onde habitamos desde agora e para sempre na condição eterna.


                             Sem qualquer sensação de efemeridade. Sem qualquer receio de que a morte do corpo, esse fim aparente mas tão terrível - possa surpreender aquele que crê na eterna verdade proclamada por Jesus Cristo, prevalece a promessa, como um cântico eterno de bem-aventurança inimaginável.


                       "Nem os olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem sequer perto chegou do coração do Homem, o que Deus preparou para os seus eleitos."





   

ENVELHECER É ESTAR VIVO

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O texto acima é de autoria do amigo e colega ROBERTO FRAGA MOREIRA, e realmente a todos nos leva a ponderar sobre essa alternativa - se a morte não se meter antes a certa altura da vida ainda produtiva, A solução aventada sobre optar por uma cara-metade, acode-me a jurisprudência de um sábio amigo, falecido aos 93 anos de idade - Seu Anselmo Verdeloni. A fórmula para ele se desvendava de forma meridional e irretorquível: "O mais correto no casamento é que um homem velho case com uma mulher nova, pois os opostos de complementam. Por idoso, morrerá antes dela e, daí, para compensação, a ela será conferido o direito de se casar com um homem bem mais novo, que a assista em seu crepúsculo de vida.

O PECADO ORIGINAL E OUTRAS QUESTÕES


Neste meu blog, sem exercer qualquer direito de censura, farei perfilar vários luminares do pensamento universal sobre Deus e a Humanidade, de forma a acrescentar ou suscitar discussões de proveito para todos os meus seguidores.
Um abraço,
Geraldo Generoso - Ipaussu - SP - Brazil

Baha'i ea Natureza do Homem


Ponto de Vista Baha'i

Não existe tal coisa como o pecado original ou que as pessoas são essencialmente má ou tem uma natureza maligna dentro deles. Os desejos dos seres humanos não são maus, mas basicamente boa. As ações de um indivíduo pode trazer progresso na vida espiritual de um ou impedi-lo. Os indivíduos têm a capacidade de fazer escolhas erradas ou más, que causam imperfeições de uma jornada espiritual. Isto é visto como a razão que precisamos da religião revelada dada a nós através das várias manifestações de Deus. As manifestações foram enviados por Deus para nos mostrar o caminho para o desenvolvimento espiritual, para que possamos estar unidos a Deus. 

Ponto de Vista Bíblico

Os cristãos acreditam que toda a humanidade é pecadora e miserável, e, por isso, estamos na necessidade de um Salvador (Rm 03:23., 06:23). Como seres humanos, não podemos ser bom nós mesmos. O que é pecado? O pecado é a quebra da lei de Deus (1 João 3: 4). Deus nos deu um padrão de moralidade que devemos seguir, e uma vez que quebrar qualquer parte dele, então nós pecamos. Isto pode ser mentir, enganar, adultério, luxúria, assassinato, ódio, etc.(Mt. 19: 18-19). Os cristãos também acreditam no pecado original, o que significa que o pecado de Adão afetou toda a humanidade (Rom. 5: 12-21). Natureza pecaminosa de Adão foi transmitida a nós. O restante deste artigo será passagens que lidam com estas questões. 
  1. Nosso pecado nos separa de Deus.
    1. Isaías 59: 2: "Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós eo vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça."  
  2. Mesmo as pessoas justas pecaram.
    1. Romanos 3: 9-20: "E então? Somos melhores do que eles? De modo nenhum; pois já demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado, como está escrito, não há justo, nem um sequer; há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há sequer um. A sua garganta é um sepulcro aberto, com as suas línguas manter enganando, o veneno de víbora está nos seus lábios; cuja boca está cheia de maldição e amargura; Os seus pés são ligeiros para derramar sangue, destruição e miséria estão nos seus caminhos, eo caminho da paz têm os não conhecido. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, fala para aqueles que estão debaixo da Lei, que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus; porque pelas obras da lei nenhuma carne será justificada diante dele; para pela lei vem o pleno conhecimento do pecado ". 
      1. Paul começou aqui dizendo que os judeus não são melhores do que os não-judeus, porque todos pecaram. Não há ninguém que é justo. Ninguém fez boa. Paulo diz que o nosso discurso é venenoso como víboras, estamos prontos para derramar sangue, que são destrutivas, e que nós não temos nenhum medo de Deus em nós.  
  3. Os seres humanos herdado uma natureza pecaminosa de Adão.
    1. Romanos 5: 12-21: "Portanto, assim como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram-for até que a lei havia pecado no mundo; mas o pecado não é imputado quando não há lei. No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. Mas o dom gratuito não é como a transgressão. Porque, se pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus eo dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E o presente não é como o que veio por um só que pecou; para, por um lado o julgamento derivou de uma só ofensa para condenação, mas por outro lado o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Portanto, assim como por uma só ofensa não resultou a condenação de todos os homens, assim também por um só ato de justiça veio a graça justificação de vida a todos os homens. Porque, assim como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim também pela obediência de um só, muitos se tornarão justos. E a Lei veio em que a transgressão pode aumentar; mas, onde o pecado aumentou, a graça abundou ainda mais, que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor. " 
      1. Esta passagem nos mostra que porque Adão pecou, ​​nós recebemos sua natureza pecaminosa.  
  4. Todos pecaram.
    1. Romanos 3:23: "Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus." 
      1. Basta dizer, todos pecaram. Ninguém é perfeito e sem pecado.
  5. O salário do pecado é a morte.
    1. Romanos 6:23: "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor." 
      1. Quando os indivíduos têm um emprego e trabalho, que recebem um salário para o seu trabalho. Então, quando pecamos, ganhar um salário, que é a morte.    

LAVOU TÁ NOVO

COISAS USADAS E DAÍ ?

Geraldo Generoso

                Após você vestir uma roupa, seja um vestido de última moda, um casaco de pele ou um terno impecável, de linho ou casimira, o fato inegável é que, a partir daí passa a ser roupa usada. Você poderá dizer que tudo é relativo, mas é indefensável que quando você vestir essa indumentária, ou calçar esse sapato que você comprou zero quilômetro, muitos poderão pensar que você está estreando pano ou couro novo. Até que, felizmente, hoje, até nem tanto pela crise, mas pelo volume de oferta que vai ao encotro do bom gosto, os brechós são pontos disputados por compradoras e compradores ávidos por novidades. E artigos de qualidade real a preço de poucos  R$ - reais (nosso real que tá levando surra do dólar).



             Além de comprar boas mercadorias, no preço original ao alcance de poucos bolsos, a verdade é que se pode levar muito mais por muito mais pouco. Assim tem sido, em Ipaussu (SP) um brechó que evoluiu para o termo BRECHIC  e que realmente faz jus a essa metamorfose de linguagem. São roupas de fina estampa, de marcas consagradas e preferidas por gente de escol. Diz uma advertência judaica, tida até como preceito filosófico religioso, o seguinte: "COMA ABAIXO DE SUAS POSSES E VISTA-SE ACIMA DELAS". 

Se você, depois do seu almoço ou jantar, encontrar com alguém, não há raio-x em seu estômago para quem quer que seja saber se você comeu caviar ou pescoço de frango. Não faz a mínima diferença. Porém, se você sair do banho com uma roupa amassada, esfarrapada, maltratada pelo uso e pelo gasto pelos tantos tempos de uso, somados ao seu mau gosto em se vestir, pode estar ciente que isto será percebido, tanto consciente quanto inconscientemente, pelo primeiro interlocutor com que se deparar. Até mesmo os desmazelados na arte (ou relaxo) para se vestir, observam, notam e analisam e comentam que você não está com nada nesse quesito de vestir com mau gosto.


 Antigamente, e não há muito tempo, isso era um problema sério. E até eram comuns os usuários de roupas remendadas, no joelho e até nos fundilhos. Hoje isso é imperdoável até mesmo para um morador de rua.  A oferta de confecção hoje é tão expressiva que esta situação não é sequer imaginável. 

          Aquelas lojas de roupas usadas, depois apelidadas de Brechós, hoje prestam um serviço de utilidade público à elegância e à boa apresentação das pessoas. O preconceito decaiu muito. Até porque entre as jovens e meninas, é comum elas permutarem roupas entre si. Filhos usam as roupas dos pais, e a palavra "usado" vai se tornando muito relativa a cada dia que passa.

          Há muitos ditados que confirmam a importância da boa apresentação. Uma bastante antiga, ainda do tempo dos reis, proclamava que "pela jeito da carruagem dá para se saber quem vem dentro dela".  Portanto, vestir-se bem (sem necessidade de exageros, é claro) é um dever de toda pessoa, em qualquer idade. E sem desculpas para dizer que é pobre e que coisa de luxo custa mais caro ou está além de suas posses. Os brechós quebraram esse tabu há um tempo e a cada dia estão cada vez mais cheios de gente bem esclarecida com opções de escolher excelentes procutos a preços que parecem uma piada. 
    
        Concluindo, os Sebos -  lojas que vendem livros usados, ao contrário, nunca sofreram qualquer preconceito.  E a rigor, com as lojas de roupas usadas, já começa a acontecer o mesmo. Pois se você ler um livro usado, o mérito está apenas em você entender o que está escrito e nada mais. Nada mais nada menos do que vem escrito num livro novo que, por sinal, dá muito trabalho para você abrir a embalagem.


     Pelo título que encima esta página, os leitores poderão tirar conclusões menos inocentes, mas isso fica por conta  de cada um. O objetivo é erradicar todo e qualquer preconceito contra toda e qualquer questão atual. Preconceito é coisa que não se usa mais. Está demodè  e é de extremo mau gosto. E para arrematar, a própria Bíblia Judaico-cristã, através de um homem que sabia das coisas - o Rei Salomão, registra de forma taxativa; "NADA HÁ DE NOVO EMBAIXO DO SOL."

     
       
         



COMO ESTARÃO OS  NOSSOS QUE SE FORAM ?


Generoso - Ipaussu - 31.10.2015



Nossos entes queridos, que ausentes de nossos olhos a certa altura  do incessante correr da vida terrena, jamais se  fazem em outras pessoas quando passam a habitar  a eternidade. Sim, porque  deixassem eles de ser os mesmos que  partilharam nosso  convívio,  seria correto se o chamássemos de   mortos.


42 ANOS DE AMOR - CARTA



Minha querida namorada:

Por mais este seu aniversário, cada qual deles muito especial para mim, e  lá se vão 42 anos em que você, pela vez primeira, invadiu minhas retinas e alcançou-me,  por inteiros, o coração e a alma.

         O tempo voou, me parece hoje. Mas arrastei horas dolentes, de cisma e dúvidas, porém com você sempre a me acompanhar. E de minha parte, sempre zeloso de sua presença, senti que a mesma se tornou tão parte de mim que não consegui – e nem me atrevi a tentar – esquecê-la ou diminuir esta atração que se fundiu como o sentido da minha própria vida.

          Numa  destas tardes, em que me assento sozinho na soleira  da porta, absorto no voejar  da fumaça do  cigarro,  aproximou-se de mim uma figura     a que todos chamavam sábio. Com efeito, a vida desse homem transparecia essa lucidez própria dos eleitos em compreender a vida e ensiná-la  aos outros.
         Eu poderia perguntar o que quisesse. Ele lá estava para  responder. Como eu nada perguntasse, ele indagou sobre aquele meu cismar visível e insistente.

         Respondi-lhe: “Hoje aniversaria uma parte de mim, que se encontra longe. É tão parte de mim que suponho já seja a minha maior parte.”

         Ele deu por entendida a minha mensagem, não tão direta e clara. Olhou  para o longe e o chão e  assim se expressou:
         “Sim, esta parte de que você fala, é mesmo parte legítima sua, mas  nada mais do que  criação da sua própria mente.  Eu até lhe diria que esse seu amor não tem nenhuma razão concreta. Contudo, se assim eu dissesse, o tornaria menos feliz. Por isso, não afirmo que essa mulher seja irreal, mas no significado que a ela confere você  em sua imaginação, se traduz em nada mais do que uma ilusão, a qual você   insiste em cultivar.”
        
Mestre – disse-lhe  eu : “Pode até ser que o senhor esteja com a razão ao afirmar que esculpi um mito. Mas, mestre, teci todo este amor com tudo o que nela há de melhor. Se ela não existisse, também não existiria esse meu ideal perfeito de tão profunda e elevada afeição.”

O mestre após este meu desabafo, me dirigiu uma  outra pergunta:
- Para você, qual a diferença do amor por esta mulher do amor por outras que,  porventura, passaram por sua vida, de forma mais ou menos expressiva?

Não me foi necessário mais que um segundo para emitir uma resposta, que até parecia pronta, tal a rapidez com que me surgiu do coração para os lábios:

- Mestre, não há diferença comparativa, porque uma vez entrada em minha vida, esta mulher nunca deixou lugar, em meu coração, para sequer a sombra de qualquer outra.

Por amá-la de verdade, nunca me foi necessária qualquer admoestação, de quem quer que fosse, sobre a dedicação que lhe deveria dispensar. Pontuada em meu silêncio, ela sempre foi a música da minha solidão. Apesar de única, nunca se fez monótona ou cansativa.

Amar é não cansar da presença. É dispensar todos os mandamentos, porque, quando verdadeiro, o amor não se cuida em atraiçoar ou praticar qualquer ato que diminua o ser amado.



SE TUDO TE PARECER PERDIDO...

    



    No entanto, se O questionarmos pelo peso das agruras que nos acometem, dos sentimentos de abandono e carência, privação e provas as mais difíceis. 

   Certamente o Criador tem respostas que não podemos questionar. Não só pela sua Majestade Divina, como assim O chamava Santa Tereza D'Avila.
   

Contudo,  pela própria lógica ao nosso derredor, se a tanto nossos olhos não se obnubilarem sob o véu da descrença. Isso, sim, é realmente alarmante e estarrecedor. 

Essa ilusão de que Deus não está presente, enfim tão dolorida quanto se realmente possível fosse o Grande Arquiteto do Universo deixar estar em algum lugar. 

Possivelmente Ele nos despertaria para a realidade, não menos verdadeira, que todos somos sustentados pelos Anjos, visíveis e invisíveis, que ele escala para nos assistir e amparar.

 Anjos dos quais nem sempre damos conta, mas estão presentes em todos os quadrantes do céu e da terra. Nem o próprio Jesus Cristo, no Horto do Getsêmani, em sua angústia de morte, prescindiu da presença do Anjo Consolador, que ali esteve presente, na hora in extremis do Maior dos Mestres.

Do Mestre Jesus Cristo, Deus feito homem, que nos alertou com todas as letras: "No mundo é inevitável que tenhais aflições, mas tende bom ânimo, Eu Venci o Mundo". 

Com esta afirmativa o Cristo se nos iguala, reiterando a afirmação que fez com risco da própria vida, diante dos fariseus: "o reino de Deus não está em Jerusalém, mas dentro de cada coração humano".





Alfarrábios do Generoso: AMOR RESPONSÁVEL

Alfarrábios do Generoso: AMOR RESPONSÁVEL: Ao contemplar este  mundo com um olhar sem jeito, a achar que nada mais tem solução. O mundo conturbado por loucuras e tolices as m...

AMOR RESPONSÁVEL



Ao contemplar este  mundo com um olhar sem jeito, a achar que nada mais tem solução. O mundo conturbado por loucuras e tolices as mais disparatadas, quando não, surpreendida por monstros, que fazem imprimir sobre o planeta uma camada de suor, lágrimas e sangue, numa loucura demoníaca, a desafiar toda a paciência, a provocar a descrença, até compreensível, do imperativo do amor e da paz da humanidade.

Não é preciso perguntar onde está o mal ? Ele está em toda parte, a disputar, por absurdo que pareça, a própria onipotência divina. Filhos que se rebelam, pais que se revoltam, comunidades que inermes são encurraladas entre o fogo cruzado de facínoras contra policiais, e vice-versa. 

Há a considerar que as pessoas, conscientemente boas, não necessariamente santas, também não podem se eximir da responsabilidade desse quadro dantesco, de marginais enlouquecidos, de um mundo que se transfez num enorme hospício redondo, enorme, onde homens-bomba, com desprezo pela própria vida estilhaçam junto com suas carnes os estilhaços de chumbo, a ceifar criaturas inocentes.

Oras, ser bom não significa ser omisso, pois a omissão é tão reprovável e, para os religiosos verdadeiros, não menos pecaminosa. Há a inequívoca verdade de que Deus é bom, mas de par com essa bondade, não pode deixar de figurar o quesito indispensável da justiça. Se existe o livre-arbítrio, essa faculdade não pode ir em prejuízo do todo, a semear dores e infortúnios a cada passo.

Não é impróprio atribuir o adjetivo de guerreiro a grandes homens e mulheres que não cruzaram os braços como o Pilatos do Evangelho. Também não é de bom tom a justiça com as próprias mãos. Contudo, extrapolando toda a lógica concebível de que um pouco de violência é até compreensível, por conta do maquinário psicológico da pessoa, é injusto igualmente que a sociedade não reaja e não acompanhe melhor o que fazem os líderes políticos, sejam para redigir as leis ou executá-las, ou mesmo o moderador poder judiciário.

É mais que hora de o indivíduo se politizar. Qual o segredo dos Países de Primeiro Mundo, senão .um forte investimento na qualidade civil de seus respectivos povos. Igualmente os religiosos e líderes espirituais em geral, cumpre-lhes entrar em ação, na consciência mais que necessária de que são responsáveis por agir e exigir e intransigir contra a desordem, a injustiça, os crimes brancos ou pretos, ou mesmo em cores mostrados pelas mídias de diversos matizes.

Que cada homem ou mulher de boa vontade, fique alerta e faça valer os seus direitos. A legítima defesa da sociedade é a consciência de seus cidadãos sobre cada um ser um fragmento de um todo, onde a soma das partes é a maior do que a soma.

Não vamos nos omitir face a essa situação. Que a partir do maternal se insufle, pelos canais competentes de educação e religiosidade, um sentimento novo, de heroísmo sem bravatas, mas sem covardia ou omissão.

Só assim a Terra poderá continuar sendo este planeta azul, sem arroxear-se de monstros irresponsáveis que semeiam o caos e a desolação. Todos somos culpados, sem exceção de ninguém, quando a pátria é infeliz. 




O ÚLTIMO PLANETA


Aos 23 anos de idade, fui agraciado com uma viagem a um planeta pelo qual sempre nutri especial interesse, mais do que mera curiosidade. Eu havia lido sobre fatos e situações desse lugar, tão longe da minha querência cósmica, e sempre duvidei sobre tudo quanto me informavam documentos os mais diversos, nas diferentes modalidades de mídia.

Assim, para melhor apreciar esse cenário, para mim atraente e ao mesmo tempo indutor a vários temores, na minha condição de jovem decidi por essa empreitada, de forma irrecusável e, diga-se de passagem, sem nenhuma garantia de retorno.

Vou resumir o quanto possível as impressões que obtive, mais abstratas do que concretas, sobre esse planeta diversificado, em certo ponto até mais misterioso do que o astro onde nasci e cresci.

Logo ao aqui chegar, desci no que me disseram ser uma comunidade, nome antes denominador da palavra favela. Deparei-me com um carro com homens e mulheres uniformizados, e os observei estar em auxílio num trabalho de parto dentro de uma casa muito pobre, tanto pelas paredes enegrecidas e enrugadas quanto pela mobília das mais singelas.

De repente, vi lampejar os olhos dos uniformizados, cujo nome descobri serem policiais, coisa que já em meu planeta de há muito não mais sequer ouvia falar. Mas o que mais me causou estranheza foi que, em poucos quarteirões adiante vi homens com os mesmos uniformes dos que julguei parteiros, com objetos que saíam fogo, em revide a instrumentos quase iguais usados por elementos em trajes normais.

Aí concluí que o planeta era contraditório em termos de vida e morte. Passei por hospitais e vi vidas sendo resgatadas. Muitas delas apenas para continuidade de dores e gemidos, ainda assim a vida estava sendo valorizada. Não opino sobre o que acho certo ou errado, me fiz apenas num observador objetivo. 

E nesse quesito, senti não tanto piedade, quanto admiração pela luta dos habitantes da Terra. Aliás, melhor seria habitantes do Planeta Mar, porque descobri que mais de 70% da área desse lugar se constitui em água. Salgada, em sua maioria.
 Uma ínfima porção denominada água doce, e que já começa a ser um problema para os terráqueos. Não por inclemência da Natureza, mas por incúria da própria humanidade, onde cada qual, infelizmente, nos tempos atuais em que aqui me encontro (ano 2014 DC), adotaram o perigoso lema do “cada um para si”. Não só em termos de pessoas, mas de países também. Essa questão é bem estudada em meu planeta de origem, por isso não me detive em constatar o que já sabia. Que apesar da fome reinante em número de milhões, as safras são recordes e a abundância de alimentos pode suprir com sobra a fome desses contingentes humanos em diferentes pontos do globo.
Enfim, pelo que constatei, o leitor terráqueo sabe sobre quase  tudo, e a cada momento se depara com uma luta ingente contra a doença e a morte. Em meu país cósmico tudo se encontra praticamente resolvido sob esses aspectos. 
A partir da genética (e os terrenos estão elaborando trabalhos nesse sentido) eliminarão a doença antes do nascimento das pessoas. E por aí afora, tudo se encontra nos eixos e em conformidade.
Mas o item que me assombra é ver que em meio a tanta desordem, tanta desgraça, onde se rompe  a carnificina em campos de batalha e até em lugares pacíficos, a fome campeia como um doido fantasma.  Mas apesar desse quadro de constantes terrores,  esses indivíduos lutam por uma vida, mesmo sem qualidade, mesmo sem estímulo e quase sem esperança.


Nesse ponto, eles são superiores a nós, habitantes de um orbe onde a criação se concluiu com êxito e onde se pode dizer que, concluído, podemos afirmar “eis que tudo está bom”. 

Geraldo Generoso (Direitos autorais reservados para o livro a sair em 2016.)

IPAUSSU, CEM ANOS DE LIBERDADE


Ipaussu, cognominada FLOR DO VALE, também chamada de
GOTINHA PAULISTA,
completa 100 anos em 20 de setembro de 2015.

Assim o músico Celso Viana Egreja definiu este lugar:"Estância da Alegria que irradia calor humano."

HISTÓRIAS CRUZADAS


Sempre que dois olhares se cruzam
Numa sensação de empatia,
Há que se pensar que se entrecruzam
Histórias desiguais
De dor e de alegria.

E que, além de   duas  existem mais
Letras de histórias,
De tantas pessoas,
Ruins e boas
De quem restarão 
Memórias
Dolorosas  ou não.

Sem nunca se poder dizer
Que um é pouco, dois é bom, três é demais.
Será uma galáxia de famílias
Que se agrega num breve depois
Deixando atrás a ansiada ilha
Imaginada  para apenas  dois.


01 de março de 2015 - * Geraldo Generoso



A SERVENTIA DA BELEZA

ELA...QUE SEMPRE FOI  LINDA !

Geraldo Generoso* p. Folha de Ourinhos

Ela já nasceu bela. Cercada de todos os mimos que a fortuna permite acrescentar mais qualidades aparentes do que a comum das mortais.  Não se sabe se pelo compromisso de manter as formas e linhas de sua bem dotada natureza, ou pela compreensível ambição de aumentar as luzes de seu carisma impactante, ela sempre se cuidou muito bem. 

Além do esperado e necessário. As pessoas a quem cumprimentava - pois mesmo discreta mantinha a fina educação de berço, havia aqueles e aquelas que diziam de si: Você está linda. Outros a chamavam: Poderosa e de adjetivos afins. Dos mais tácitos e de pouca familiaridade, embora não ouvisse, mentalmente exclamavam qualificativos parecidos: mulher maravilhosa, que coisa mais bela, parece feita a mão.

Na proporção que os anos se distanciavam de sua data de nascimento, mais se dava aos cuidados estéticos. Não se fazia tão premente aquela sua luta contra o tempo. Ela era bela e ponto. Habituara a se tratar bem, a emitir tão espontâneo quanto possível (o que nem sempre acontecia) aquele sorriso angelical que irradiava de seus lábios e de seus lindos olhos.

Apesar de seu ar pacífico e acolhedor, nenhum homem se atrevia a gentilezas que pudessem sugerir qualquer insinuação de algo mais do que  amizade e admiração. Mas parava por aí. Temiam o embaraço de uma recusa, ainda que esperadamente educada. 

E assim passou o tempo que, em dado momento, levou-a a perguntar-se: 
Até hoje, desde que nasci, tomei por obrigação ser sempre a mais linda. E, afinal de contas, para quê?
Ou mais precisamente: Para quem?

E a solidão, em seu feitio inapelavelmente mudo, nada lhe respondeu e ela continuou a não entender o porquê de seus zelos e o próprio porquê de ter nascido e vivido tão bonita.


             

QUEM IMPEDIRIA UM EX-PAPA DE OFICIAR UMA MISSA?



- SERIA IMAGINÁVEL  PROIBIR  O PELÉ DE JOGAR UMA  PARTIDA DE FUTEBOL?

                                             ------------------

 - OU IMPEDIR QUE BENTO XVI OFICIASSE UMA MISSA ?


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OU NÃO DEIXAR O ÉMERSON FITIPALDI, REI
DAS PISTAS NO SEU TEMPO, DE 
GUIAR UM AUTOMÓVEL?


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MAS ESTÁ A ACONTECER COISA
MUITO PARECIDA EM NOSSO PAÍS:
A  ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
OAB
TENTAR IMPEDIR QUE 
ESTE  EX-MINISTRO DO STF,
JOAQUIM BARBOSA,
EXERÇA A FUNÇÃO DE ADVOGADO.





POLÍTICA É UM ARTE SAGRADA

Geraldo Generoso - A Política e os Políticos do Brasil

Talvez o título aqui exposto pode suscitar dúvida quanto a sua veracidade. No entanto, tem-se demonstrado ao longo do tempo como as coisas são diferentes na proporção em que os homens públicos realmente se doam ao mister pelo qual foram eleitos.Havemos de considerar, contudo, que não há maior verdade do que esta: “Cada povo tem o governo que merece.”

Para começar o debate, permanece a triste realidade de que o cidadão nem sabe para que serve o governo. Quando se trata de eleger alguém, não pode jamais ser pela beleza dos olhos, a cor da pele ou o andar jeitoso. Muito menos estabelecer preço no voto a ser dado. Alguns eleitores se contentam com migalhas, ao feitio do Lázaro bíblico a saciar-se com as faíscas de pão caídas da mesa de um ricaço, tardiamente arrependido no inferno.

Assim como não se mistura amizade com negócio, também não se mistura política com amizade, e tanto pior quando a política vira negócio. E é o que tem acontecido com malfadada frequência em nosso País.

Toda caridade de político envolve, salvo raras exceções, intenções malévolas, e fórmula mesquinha e abominável de sujeitar inocentes úteis às suas pretensões de mando e lucro.

Eu espero que este País mude. Em alguns lugares já percebemos que, pela carência, dor e abandono do povo quando os mandatários sentam nos poleiros do poder, eles timidamente começam a pensar um pouco mais, a desenvolver aquela astúcia sagrada de que nos falou Jesus Cristo : “sede simples como as pombas e astutos como as serpentes”.

O povo precisa acrescentar essa qualidade, de argúcia, coerência, bom senso e até mesmo astúcia para perceber os políticos mal-intencionados, de mãos virgens do trabalho e afoitos em devorar o erário público, numa sanha reprovável, criminosa e que se traduz em verdadeiro pecado social.
Faltam-me 4 anos para chegar aos 70. Meu admirável irmão, um empresário pioneiro, com sensibilidade até para ter escrito alguns livros, me disse que um homem só é sábio (ancião) após os setenta anos de idade.

Estou nesse ensaio. Mesmo sem saber tudo, aqui deponho o que vejo e o que sinto na carne e no coração dos mais humildes, afrontados por verdadeiros lobos travestidos de ovelhas pacatas, de boa lã e de bom leite.

Concito os mais jovens para que nos contemos entre aqueles que se rebelam nesta Nação. Não com passeatas, bombas molotov ou qualquer outro pretexto de violência.


Tal procedimento em nada mais desaguará do que em nefanda ditadura. Vamos nos unir no ingrediente mais forte do que a própria bomba atômica, hoje chamada nuclear: somar ideias, fomentar debates, enfim, lutar com inteligência, nos ingredientes da prudência no avanço e audácia para conquistar um Brasil novo.

Um País ecente, limpo e que, só assim, poderá ombrear-se com os países de Primeiro Mundo onde a corrupção é exceção, e não como em nosso País, onde a Honestidade passou ua ser uma aberração, algo fora de moda, e que não fossem os homens realmente probos e honrados, haveria por ser motivo de vergonha.

O PODER DA VERBA E O PODER DO VERBO

E O VERBO SE FEZ CARNE
Geraldo Generoso
O impossível é apenas o difícil visto com lente de aumento.

     Em política há duas forças que se contrapõem: o VERBO e a VERBA. Os que se valem da Verba são aqueles que fazem da política um investimento. 

Erraram de profissão, ou do objetivo dela, pois a política, apesar da descrença que hoje inspira a maioria dos políticos, é uma atividade sagrada. 

Esses tais que se valem do recurso da Verba são os compradores da consciência do eleitor, porque, embora saibam, não levam em conta que o voto não tem preço.

 Haveria o voto de ser, embora não seja, a forma mais certa e legítima de o cidadão eleger quem vai cuidar de seu destino, do destino de suas famílias e até mesmo do destino daqueles que não votam. 

Depois, obtidos os cargos, se servem do dinheiro que é do povo para aumentar seu patrimônio e desfrutar de regalias com as quais as pessoas mais humildes nem sequer conseguem imaginar.

     Com o recurso do VERBO também não faltam os que se valem do sagrado recurso do pensamento e da fala para levar ao povo uma imagem falsa de suas pretensões egoístas.

 Fazem-se, na maioria das vezes, em fariseus, disfarçados de bons samaritanos. Agem como atores no teatro da hipocrisia, a mostrarem-se condoídos da má sorte dos seus concidadãos. 

Prometem um mundo que eles próprios sabem ser impossível de se fazer. Fingem, mentem, trapaceiem e se agasalham à sombra dos afortunados e poderosos para fazer sempre prevalecer a injustiça de não estender aos mais necessitados os benefícios de governo nas áreas que lhe compete atender.


 Ricos não precisam de governo. Podem amoedar sobejamente a médicos, psicólogos e até terapeutas de primeiro mundo. Não precisam de contar com educação da escola pública, porque sobram-lhes recursos para pagar escolas particulares, com professores de reconhecidos gabaritos.

     Nós precisamos, de uma vez por todas, educar o povo para aprender a reconhecer a diferença dos verdadeiros lobos disfarçados em pele de ovelhas inofensivas e boas de lã e leite. 

E acredito mesmo que só a instrução formal das escolas de hoje, moldadas pelo vício de sucessivos governos que se ocupam em manter essa brutal desigualdade social entre os menos favorecidos, que são maioria esmagadora e os poucos privilegiados que se fartam do sangue e do suor de seus semelhantes, entregues pelo berço ou pelo infortúnio às provas da carência, limitação e, não raro, o desespero e a aflição ante tamanha e imperdoável injustiça.

     Portanto, é preciso que vozes se levantem e aclarem as mentes e os corações da maioria de nossa população em todos os quadrantes deste País. 

A verba, inegavelmente, é poderosa, sedutora e apta a corromper até mesmo muitos dos que se dizem bem intencionados.  No entanto, na força do VERBO, ainda que aparentemente inócua e inaudível, reside muito mais poder para mudar este quadro desolador do que quaisquer recursos de que se valem os corruptores e demagogos. 

Basta que nos lembremos de que “E O VEBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS.” Sendo aqui também, perfeitamente cabível, aquela afirmação taxativa de Nosso Senhor Jesus Cristo, o eterno Mestre dos mestres : 

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos tornará livres”. Que nosso Verbo incorpore a Verdade de forma terminante e definitiva, e com certeza os horizontes se libertarão e, só assim, teremos a Terra Prometida, que jorra leite  mel.


NADA CAI DO CÉU?

A FORÇA MISTERIOSA   DA ORAÇÃO

Geraldo Generoso

     A vida se nos revela, no dia a dia, tão desafiadora, que não raro a lógica crua pode nos conduzir a tentações disparatadas de raciocínio. 

O pensar é livre. Há até a polêmica sobre o fato de se o simples pensar de forma a colocar em dúvida a fé e a piedade, se constitua ou não na ocorrência do que se chama pecado.

    No eternamente antológico Sermão da Montanha, de Jesus Cristo, quando se fere essa tecla, quer nos parecer que, ainda que não postas  em ação, determinadas tentações da carne podem se igualar a atos ilícitos, praticamente na mesma medida.

   Ao que sugere, há pensamentos que despertam certos sentimentos conducentes a uma reação reprovável perante os desígnios cósmicos, cristãos ou mesmo éticos em termos da consciência do indivíduo.

   Nada obstante, creio haver outros expedientes que, aparentemente inócuos, revelam imprudência na alma dos que os praticam. A maioria de nós somos educados socialmente a entender certas virtudes, aliás muito recomendáveis, mas nem sempre espiritualmente cem por cento corretas.

   Um dos dizeres mais ouvidos é que “NADA CAI DO CÉU”. Literalmente, esse aforismo, em exame mais minucioso, nada contém de absolutamente verdadeiro. Até o Planeta Terra “caiu” do céu. 

O primeiro vagido sobre um berço, inegavelmente nasce de um sopro, literalmente entendido que o Criador “soprou nas narinas o fôlego e daí resulta uma alma vivente”.

 O que tem de puramente terra um corpo humano não o faz vivo. Isto é óbvio demais para exigir mais delongas nesta exposição.

Da terra nada pode cair, porque o que jaz sobre ela subentende-se claramente já estar caído. 

Que o digam os moradores do agreste e dos desertos, o que é o céu fechar suas torneiras sem chuva e sem orvalho.

Pois bem, aqui me esforçarei para neste pequeno ensaio não seja suscitado nenhum mal-entendido. 

Há pessoas cuja religião é o trabalho, a atividade, um hiperlaborismo que acaba por se fazer no próprio sentido da vida de alguns indivíduos. 

Mais ainda nos homens do que nas mulheres, em que pese, em boa hora, a propalada igualdade de gêneros.


     Nada há que possa diminuir o valor do trabalho que, quando bem disciplinado, conjugando braços e cabeças, corpo e alma, aparentemente realiza milagres, e muito bem causam a grande número de pessoas.


     Ocorre, contudo, na vida de cada um de nós, em que há momentos em que se faz mister e indispensável uma pausa, um recolhimento, uma imersão na espiritualidade para que, aí sim, e de fato, milagres aconteçam. Milagres de que estamos aflitamente necessitados.


     Quando tudo parece perdido - e quantas vezes isso não nos ocorre? – somos em tais circunstâncias, instados, por mestres, padres, pastores e amigos a buscar o refúgio da oração, da meditação, da conexão com as Forças Espirituais, que não vemos mas temos noção de que, com certeza, devem existir.


      E aí pode a tentação levantar-se e numa sacudida em seu manto cinzento, lançar sobre nosso íntimo uma dúvida sobre a eficácia desse procedimento místico.


    Parece, erguendo o pretensioso barrete da lógica, nos açoitar com a sugestão de que essa postura espiritual exige tempo, que tempo é dinheiro e que orar implica em estacionar a alma para o mundo, até com a ameaça de que a situação se fará ainda pior.


   Ocorre isto  até com mesmo com pessoas em exercício de liderança religiosa. Só que Oração não é imobilidade.


Pode ser imobilidade física, onde as mãos que mourejam apenas se mantém postas a apontar o Infinito. Mas a partir do momento que a pessoa recorre aos Céus, energias se mobilizam “mais do que nos promete a força humana”.


O Espírito vai adiante, a abrir portas e cancelas. A romper as trevas que insistem em permanecer sobre a nossa vida.


            A luz brilha de ponta a ponta em nossa Alma. Por isso, entendemos que a oração contém em si mesma a palavra AÇÃO. 

              Ação esta que não é nossa, mas que nos alcança e a partir de nós, nessas circunstância, nos prova que nada há que do céu não provenha, já que dele viemos, pelo sopro do Grande Arquiteto do Universo.



2 de agosto de 2014,


A MORTE É MÚLTIPLA PARA QUEM FICA

Quando uma esposa parte...

JUNHO DE 2014.



        Faltava pouco para as 7 da manhã, do domingo de 8 de junho, quando trinou o telefone. 
      Recusei atender até que parasse de tocar. Na ingênua esperança de que fosse engano da parte de alguém que àquela hora, ainda fresca do dia, tivesse errado o número.
       
      Mas a campainha insistiu. Até parecia que o telefone tivesse algo a ver com uma má notícia e que se eu não o ouvisse o fato não teria acontecido.

      Todavia, não foi assim. Do outro lado da linha também havia emoção. Com esforço me disse o interlocutor: sua esposa faleceu às seis e meia  da manhã..

        Esse enunciado não é simplesmente o ponto final de uma história de vida de tantos anos, sob o mesmo teto. Mais sob o teto da casa do que na rua ou nas praças. 

          Nem mesmo restaurantes foram muitos. A vida era completa em  casa. Não precisava sair muito. Por isso saíamos muito pouco. Raramente. Às vezes para ir à missa ou na casa da filha, ou num supermercado fazer compras, ou quando não, em casa de minha mãe ou das irmãs dela.

         Há uma propriedade das mais cruéis nas palavras que designam a partida de uma pessoa e, mais ainda, de um ente amado. 

      As palavras MORREU, FALECEU, PARTIU etc, nos chicoteia a cada lembrança que nos vêm dessa pessoa compulsoriamente ausente.

      Na magia do coração, às vezes recompomos momentos felizes, alegres, até mesmo irreverentes e engraçados, daquela que comigo partilhou derrotas e vitórias, risos e lágrimas, mas sempre se manteve como uma fortaleza.

      E eis que a força de uma palavra também traz sua magia de transformação. FORTALEZA. Ninguém tem o direito de fazer de uma FORTALEZA, um MURO DE LAMENTAÇÕES.

      ANTONIA CARRERO GRANDINI viveu de forma digna. Mais que um ombro, sempre foi um colo para tantas e tantas pessoas: pobres ou remediadas, crentes ou ateus, ricas e poderosas.

     Que o digam os seus alunos, colegas de trabalho e todos quantos que tiveram a ventura de conhecê-la.  Ontem foi sua missa de Sétimo Dia na Igreja do Senhor Bom Jesus. 

    E na cerimônia sentia-a feliz pela missão cumprida. Por ter lutado contra a própria morte, sem jamais mostrar qualquer medo da vida. 

     Assim, quando nas minhas horas de solidão e silêncio na casa em que partilhamos tão bela convivência, e em meu coração ecoar aquelas palavras mentirosas (de falecimento ou morte), já não me deixarei levar por elas nem me prenderei em seu falso significado.
     
    TONINHA viverá sempre por tudo quanto fez de bom. Por legar um mundo melhor a muitos jovens, aos quais ela deixa para a  continuidade da luta. 

     Se estivesse nela, tenho certeza, que jamais seria de seu desejo que quem quer que seja sofresse pela sua partida. 

    Ela era assim. E assim permanecerá, no seio do Altíssimo, a velar por nós. Sua falta será sentida sempre, mas o céu se regozijou  porque,  a partir de 8 de junho de 2014, passou a  contar entre suas hostes com um Anjo a mais.











        





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