QUEM IMPEDIRIA UM EX-PAPA DE OFICIAR UMA MISSA?



- SERIA IMAGINÁVEL  PROIBIR  O PELÉ DE JOGAR UMA  PARTIDA DE FUTEBOL?

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 - OU IMPEDIR QUE BENTO XVI OFICIASSE UMA MISSA ?


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OU NÃO DEIXAR O ÉMERSON FITIPALDI, REI
DAS PISTAS NO SEU TEMPO, DE 
GUIAR UM AUTOMÓVEL?


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MAS ESTÁ A ACONTECER COISA
MUITO PARECIDA EM NOSSO PAÍS:
A  ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
OAB
TENTAR IMPEDIR QUE 
ESTE  EX-MINISTRO DO STF,
JOAQUIM BARBOSA,
EXERÇA A FUNÇÃO DE ADVOGADO.





POLÍTICA É UM ARTE SAGRADA

Geraldo Generoso - A Política e os Políticos do Brasil

Talvez o título aqui exposto pode suscitar dúvida quanto a sua veracidade. No entanto, tem-se demonstrado ao longo do tempo como as coisas são diferentes na proporção em que os homens públicos realmente se doam ao mister pelo qual foram eleitos.Havemos de considerar, contudo, que não há maior verdade do que esta: “Cada povo tem o governo que merece.”

Para começar o debate, permanece a triste realidade de que o cidadão nem sabe para que serve o governo. Quando se trata de eleger alguém, não pode jamais ser pela beleza dos olhos, a cor da pele ou o andar jeitoso. Muito menos estabelecer preço no voto a ser dado. Alguns eleitores se contentam com migalhas, ao feitio do Lázaro bíblico a saciar-se com as faíscas de pão caídas da mesa de um ricaço, tardiamente arrependido no inferno.

Assim como não se mistura amizade com negócio, também não se mistura política com amizade, e tanto pior quando a política vira negócio. E é o que tem acontecido com malfadada frequência em nosso País.

Toda caridade de político envolve, salvo raras exceções, intenções malévolas, e fórmula mesquinha e abominável de sujeitar inocentes úteis às suas pretensões de mando e lucro.

Eu espero que este País mude. Em alguns lugares já percebemos que, pela carência, dor e abandono do povo quando os mandatários sentam nos poleiros do poder, eles timidamente começam a pensar um pouco mais, a desenvolver aquela astúcia sagrada de que nos falou Jesus Cristo : “sede simples como as pombas e astutos como as serpentes”.

O povo precisa acrescentar essa qualidade, de argúcia, coerência, bom senso e até mesmo astúcia para perceber os políticos mal-intencionados, de mãos virgens do trabalho e afoitos em devorar o erário público, numa sanha reprovável, criminosa e que se traduz em verdadeiro pecado social.
Faltam-me 4 anos para chegar aos 70. Meu admirável irmão, um empresário pioneiro, com sensibilidade até para ter escrito alguns livros, me disse que um homem só é sábio (ancião) após os setenta anos de idade.

Estou nesse ensaio. Mesmo sem saber tudo, aqui deponho o que vejo e o que sinto na carne e no coração dos mais humildes, afrontados por verdadeiros lobos travestidos de ovelhas pacatas, de boa lã e de bom leite.

Concito os mais jovens para que nos contemos entre aqueles que se rebelam nesta Nação. Não com passeatas, bombas molotov ou qualquer outro pretexto de violência.


Tal procedimento em nada mais desaguará do que em nefanda ditadura. Vamos nos unir no ingrediente mais forte do que a própria bomba atômica, hoje chamada nuclear: somar ideias, fomentar debates, enfim, lutar com inteligência, nos ingredientes da prudência no avanço e audácia para conquistar um Brasil novo.

Um País ecente, limpo e que, só assim, poderá ombrear-se com os países de Primeiro Mundo onde a corrupção é exceção, e não como em nosso País, onde a Honestidade passou ua ser uma aberração, algo fora de moda, e que não fossem os homens realmente probos e honrados, haveria por ser motivo de vergonha.

O PODER DA VERBA E O PODER DO VERBO

E O VERBO SE FEZ CARNE
Geraldo Generoso
O impossível é apenas o difícil visto com lente de aumento.

     Em política há duas forças que se contrapõem: o VERBO e a VERBA. Os que se valem da Verba são aqueles que fazem da política um investimento. 

Erraram de profissão, ou do objetivo dela, pois a política, apesar da descrença que hoje inspira a maioria dos políticos, é uma atividade sagrada. 

Esses tais que se valem do recurso da Verba são os compradores da consciência do eleitor, porque, embora saibam, não levam em conta que o voto não tem preço.

 Haveria o voto de ser, embora não seja, a forma mais certa e legítima de o cidadão eleger quem vai cuidar de seu destino, do destino de suas famílias e até mesmo do destino daqueles que não votam. 

Depois, obtidos os cargos, se servem do dinheiro que é do povo para aumentar seu patrimônio e desfrutar de regalias com as quais as pessoas mais humildes nem sequer conseguem imaginar.

     Com o recurso do VERBO também não faltam os que se valem do sagrado recurso do pensamento e da fala para levar ao povo uma imagem falsa de suas pretensões egoístas.

 Fazem-se, na maioria das vezes, em fariseus, disfarçados de bons samaritanos. Agem como atores no teatro da hipocrisia, a mostrarem-se condoídos da má sorte dos seus concidadãos. 

Prometem um mundo que eles próprios sabem ser impossível de se fazer. Fingem, mentem, trapaceiem e se agasalham à sombra dos afortunados e poderosos para fazer sempre prevalecer a injustiça de não estender aos mais necessitados os benefícios de governo nas áreas que lhe compete atender.


 Ricos não precisam de governo. Podem amoedar sobejamente a médicos, psicólogos e até terapeutas de primeiro mundo. Não precisam de contar com educação da escola pública, porque sobram-lhes recursos para pagar escolas particulares, com professores de reconhecidos gabaritos.

     Nós precisamos, de uma vez por todas, educar o povo para aprender a reconhecer a diferença dos verdadeiros lobos disfarçados em pele de ovelhas inofensivas e boas de lã e leite. 

E acredito mesmo que só a instrução formal das escolas de hoje, moldadas pelo vício de sucessivos governos que se ocupam em manter essa brutal desigualdade social entre os menos favorecidos, que são maioria esmagadora e os poucos privilegiados que se fartam do sangue e do suor de seus semelhantes, entregues pelo berço ou pelo infortúnio às provas da carência, limitação e, não raro, o desespero e a aflição ante tamanha e imperdoável injustiça.

     Portanto, é preciso que vozes se levantem e aclarem as mentes e os corações da maioria de nossa população em todos os quadrantes deste País. 

A verba, inegavelmente, é poderosa, sedutora e apta a corromper até mesmo muitos dos que se dizem bem intencionados.  No entanto, na força do VERBO, ainda que aparentemente inócua e inaudível, reside muito mais poder para mudar este quadro desolador do que quaisquer recursos de que se valem os corruptores e demagogos. 

Basta que nos lembremos de que “E O VEBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS.” Sendo aqui também, perfeitamente cabível, aquela afirmação taxativa de Nosso Senhor Jesus Cristo, o eterno Mestre dos mestres : 

“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos tornará livres”. Que nosso Verbo incorpore a Verdade de forma terminante e definitiva, e com certeza os horizontes se libertarão e, só assim, teremos a Terra Prometida, que jorra leite  mel.


NADA CAI DO CÉU?

A FORÇA MISTERIOSA   DA ORAÇÃO

Geraldo Generoso

     A vida se nos revela, no dia a dia, tão desafiadora, que não raro a lógica crua pode nos conduzir a tentações disparatadas de raciocínio. 

O pensar é livre. Há até a polêmica sobre o fato de se o simples pensar de forma a colocar em dúvida a fé e a piedade, se constitua ou não na ocorrência do que se chama pecado.

    No eternamente antológico Sermão da Montanha, de Jesus Cristo, quando se fere essa tecla, quer nos parecer que, ainda que não postas  em ação, determinadas tentações da carne podem se igualar a atos ilícitos, praticamente na mesma medida.

   Ao que sugere, há pensamentos que despertam certos sentimentos conducentes a uma reação reprovável perante os desígnios cósmicos, cristãos ou mesmo éticos em termos da consciência do indivíduo.

   Nada obstante, creio haver outros expedientes que, aparentemente inócuos, revelam imprudência na alma dos que os praticam. A maioria de nós somos educados socialmente a entender certas virtudes, aliás muito recomendáveis, mas nem sempre espiritualmente cem por cento corretas.

   Um dos dizeres mais ouvidos é que “NADA CAI DO CÉU”. Literalmente, esse aforismo, em exame mais minucioso, nada contém de absolutamente verdadeiro. Até o Planeta Terra “caiu” do céu. 

O primeiro vagido sobre um berço, inegavelmente nasce de um sopro, literalmente entendido que o Criador “soprou nas narinas o fôlego e daí resulta uma alma vivente”.

 O que tem de puramente terra um corpo humano não o faz vivo. Isto é óbvio demais para exigir mais delongas nesta exposição.

Da terra nada pode cair, porque o que jaz sobre ela subentende-se claramente já estar caído. 

Que o digam os moradores do agreste e dos desertos, o que é o céu fechar suas torneiras sem chuva e sem orvalho.

Pois bem, aqui me esforçarei para neste pequeno ensaio não seja suscitado nenhum mal-entendido. 

Há pessoas cuja religião é o trabalho, a atividade, um hiperlaborismo que acaba por se fazer no próprio sentido da vida de alguns indivíduos. 

Mais ainda nos homens do que nas mulheres, em que pese, em boa hora, a propalada igualdade de gêneros.


     Nada há que possa diminuir o valor do trabalho que, quando bem disciplinado, conjugando braços e cabeças, corpo e alma, aparentemente realiza milagres, e muito bem causam a grande número de pessoas.


     Ocorre, contudo, na vida de cada um de nós, em que há momentos em que se faz mister e indispensável uma pausa, um recolhimento, uma imersão na espiritualidade para que, aí sim, e de fato, milagres aconteçam. Milagres de que estamos aflitamente necessitados.


     Quando tudo parece perdido - e quantas vezes isso não nos ocorre? – somos em tais circunstâncias, instados, por mestres, padres, pastores e amigos a buscar o refúgio da oração, da meditação, da conexão com as Forças Espirituais, que não vemos mas temos noção de que, com certeza, devem existir.


      E aí pode a tentação levantar-se e numa sacudida em seu manto cinzento, lançar sobre nosso íntimo uma dúvida sobre a eficácia desse procedimento místico.


    Parece, erguendo o pretensioso barrete da lógica, nos açoitar com a sugestão de que essa postura espiritual exige tempo, que tempo é dinheiro e que orar implica em estacionar a alma para o mundo, até com a ameaça de que a situação se fará ainda pior.


   Ocorre isto  até com mesmo com pessoas em exercício de liderança religiosa. Só que Oração não é imobilidade.


Pode ser imobilidade física, onde as mãos que mourejam apenas se mantém postas a apontar o Infinito. Mas a partir do momento que a pessoa recorre aos Céus, energias se mobilizam “mais do que nos promete a força humana”.


O Espírito vai adiante, a abrir portas e cancelas. A romper as trevas que insistem em permanecer sobre a nossa vida.


            A luz brilha de ponta a ponta em nossa Alma. Por isso, entendemos que a oração contém em si mesma a palavra AÇÃO. 

              Ação esta que não é nossa, mas que nos alcança e a partir de nós, nessas circunstância, nos prova que nada há que do céu não provenha, já que dele viemos, pelo sopro do Grande Arquiteto do Universo.



2 de agosto de 2014,


A MORTE É MÚLTIPLA PARA QUEM FICA

Quando uma esposa parte...

JUNHO DE 2014.



        Faltava pouco para as 7 da manhã, do domingo de 8 de junho, quando trinou o telefone. 
      Recusei atender até que parasse de tocar. Na ingênua esperança de que fosse engano da parte de alguém que àquela hora, ainda fresca do dia, tivesse errado o número.
       
      Mas a campainha insistiu. Até parecia que o telefone tivesse algo a ver com uma má notícia e que se eu não o ouvisse o fato não teria acontecido.

      Todavia, não foi assim. Do outro lado da linha também havia emoção. Com esforço me disse o interlocutor: sua esposa faleceu às seis e meia  da manhã..

        Esse enunciado não é simplesmente o ponto final de uma história de vida de tantos anos, sob o mesmo teto. Mais sob o teto da casa do que na rua ou nas praças. 

          Nem mesmo restaurantes foram muitos. A vida era completa em  casa. Não precisava sair muito. Por isso saíamos muito pouco. Raramente. Às vezes para ir à missa ou na casa da filha, ou num supermercado fazer compras, ou quando não, em casa de minha mãe ou das irmãs dela.

         Há uma propriedade das mais cruéis nas palavras que designam a partida de uma pessoa e, mais ainda, de um ente amado. 

      As palavras MORREU, FALECEU, PARTIU etc, nos chicoteia a cada lembrança que nos vêm dessa pessoa compulsoriamente ausente.

      Na magia do coração, às vezes recompomos momentos felizes, alegres, até mesmo irreverentes e engraçados, daquela que comigo partilhou derrotas e vitórias, risos e lágrimas, mas sempre se manteve como uma fortaleza.

      E eis que a força de uma palavra também traz sua magia de transformação. FORTALEZA. Ninguém tem o direito de fazer de uma FORTALEZA, um MURO DE LAMENTAÇÕES.

      ANTONIA CARRERO GRANDINI viveu de forma digna. Mais que um ombro, sempre foi um colo para tantas e tantas pessoas: pobres ou remediadas, crentes ou ateus, ricas e poderosas.

     Que o digam os seus alunos, colegas de trabalho e todos quantos que tiveram a ventura de conhecê-la.  Ontem foi sua missa de Sétimo Dia na Igreja do Senhor Bom Jesus. 

    E na cerimônia sentia-a feliz pela missão cumprida. Por ter lutado contra a própria morte, sem jamais mostrar qualquer medo da vida. 

     Assim, quando nas minhas horas de solidão e silêncio na casa em que partilhamos tão bela convivência, e em meu coração ecoar aquelas palavras mentirosas (de falecimento ou morte), já não me deixarei levar por elas nem me prenderei em seu falso significado.
     
    TONINHA viverá sempre por tudo quanto fez de bom. Por legar um mundo melhor a muitos jovens, aos quais ela deixa para a  continuidade da luta. 

     Se estivesse nela, tenho certeza, que jamais seria de seu desejo que quem quer que seja sofresse pela sua partida. 

    Ela era assim. E assim permanecerá, no seio do Altíssimo, a velar por nós. Sua falta será sentida sempre, mas o céu se regozijou  porque,  a partir de 8 de junho de 2014, passou a  contar entre suas hostes com um Anjo a mais.











        





DILEMA CRUEL

POESIA DO ARADO INFORMÁTICO

Sementes de Silêncio

Geraldo Generoso
É um trator,
Este computador
A arar
páginas em branco
Nesta lavoura do pensar,
Aos trancos e barrancos.

Delas faz  saltar
Um hino,
um canto.

E nesta lavra
da lauda 
 machucada

Arrebenta a  palavra
na pauta
percutindo
 no teclado.

POSSÍVEL EXPLICAÇÃO PARA A DOR

Presumo que o motivo da existência da dor neste mundo, criado por um Ser extremamente sábio e amoroso,

consiste em nada mais do que fazer com que o nosso coração traga à luz a verdadeira essência e forma pela qual surgiu do nada para a Vida.

Depreendo que o Criador, em hipótese alguma, abre mão de que o AMOR se torne manifesto no Universo, 

Amor este que Ele emanou de si mesmo ao decidir criar do invisível tudo o que é visível, e não deixou outro método ou caminho que não seja esse.

Se algo ou alguém exige devidas correções, a despeito mesmo da própria dor, aparentemente contraditória e inexplicável, elas cedo ou tarde

 se fazem presentes para que se confirme a palavra imutável de Deus ao considerar que, após a Criação "eis que viu que tudo era bom".

Nada nem ninguém poderá, sequer em sonhos, desmentir uma só letra de qualquer palavra pronunciada pelo Altíssimo.

A DEMORA PARA ENCONTRAR A TERRA PROMETIDA

Quais razões explicariam tanta demora para
os judeus alcançarem a Terra Prometida, onde
jorrava leite e mel?

A Bíblia Judaico-Cristã, não por acaso, é um eterno best seller. Sempre e cada vez mais respeito-a como um conjunto de livros onde não se faz média com ninguém.


Nem com profetas ou reis poderosos, nem mesmo com homens e mulheres que vieram até a ser considerados santos e dignos de figurarem como exemplos imorredouros de vida e experiências, nada foi omitido. 

Nem o pecado de Davi, nem a idolatria de Salomão, com exigência de impostos elevados em sacrifício da Nação etc. 

Nem quanto à história de Ló, e do próprio Jacó, que apesar de bom homem, o cronista bíblico não esconde alguns defeitos éticos, a partir mesmo de seu nascimento geminado com Esaú.

Nesta oportunidade, ergo o véu da imaginação para, numa análise fria, nua e objetiva tentar entender o porquê daquela peregrinação de 40 anos, deserto afora, mesmo em meio a espetaculares manifestações do amor divino a esse povo tão importante e tão singular.



Mesmo dispondo das melhores condições e de condutores tão capazes, só para citar Moisés e Aarão, essa travessia contou com marchas e demarchas a alternar-se naquele itinerário nem sempre dos melhores.

Interpreto, sem o desejo de firmar isto como postulado nem muito menos verdade inconteste, é que mais do que uma viagem em busca de um lugar aprazível e abençoado, como a distante Canaã,


 finalmente encontrada, essa caminhada  se constituiu numa viagem interior, de provas e mais provas para com a fé dos israelitas em todos os seus momentos de caminhada.


Aqui bem cabe aquele alerta de Jesus a Tomé quando este só foi capaz de acreditar na ressurreição do  Mestre para  conferir-lhe através de Suas mãos feridas.

Foi nessa oportunidade que Jesus deixou bem claro que é bom ver para crer, mas melhor e mais felizes são os que creem ser ter visto. Assim ele ressaltou  a necessidade imprescindível da fé como ingrediente vital de nossa caminhada terrena.

Ao povo de Israel foram dadas provas evidentes de que Deus estava com eles na peleja pela busca da Terra da Promessa. Mas ao menor contratempo se viravam contra o líder Moisés, num piscar de olhos.

Ainda haviam resíduos de falsas crenças, em deuses que se materializavam pela indústria humana, mesmo eles, os israelistas, tendo sobejas provas de que Deus agia a partir do Invisível e que, por obra e graça somente Dele ganhavam contornos de visibilidade e palpabilidade.

Oras, no exercício da fé não se pode pautar por coisas visíveis, antes que o sejam Tudo provém da fonte misteriosa e invisível que mantém o dinamismo do Universo e se renova a cada segundo.

A Graça buscada, por uma ordem cósmica, primeiro se dispõe no plano da invisibilidade, para depois vir em presença para o mundo. 

Mas tão acostumados estavam a invocar deuses feitos de pedra ou madeira que, ao menor sinal de crise na fé, eis que debandavam para deuses estranhos que, a rigor, nada podiam fazer a eles, nem de bem nem de mal, por serem inexistentes.

A nossa travessia pela vida terrena, rumo à Terra Prometida, que é a Canaã da Espiritualidade pura, experimenta esses mesmos reveses, pois no teste da fé somos tentados a buscar um caminho mais curto, quando na realidade, a fé se traduz na caminhada eterna, de par com Deus em sua infinitude celeste.

Continuemos a contemplar as flores do caminho, mas que nosso passo sempre se firme  na confiança inabalável de que Deus não erra, por sua própria Onisciência, Onipresença e Onipotência.


PORTINHOLA DO OUTONO



Gê.Generoso (1999) 
A solidão se que
bra
Ao  entrar uma  folha morta.
Do outono que resta;


Pois a   Fresta  é  a  porta

Da   própria porta.

ANTES DE PUBLICAR SEU LIVRO

Você escreveu um livro? Parabéns. 

Cumpriu um dos 3 requisitos que se convencionou necessário para marcar sua passagem por este mundo. Sim. Já deve ter filho, um ao menos e, no mínimo, ter plantado uma árvore.

Nestes tempos de tecnologia cada vez mais avançada, e em que o custo de impressão numa gráfica, até de boa qualidade, já não custa os "olhos da cara", imprimir um livro é tarefa das mais simples.

Publicar, no sentido de tornar público, já se torna um pouco mais difícil. Entende-se por publicar como corolário de haver um público leitor (ou ledor) que fará parte dos que responderão ao seu livro.

Na verdade, o caminho para as editoras hoje ficou bem mais fácil. Mas há um detalhe que permanece ainda válido e vai valer sempre. E hoje ainda mais: a exigência de qualidade.

Existe, sejamos realistas, muita gente boa a escrever sobre temas os mais diferentes. Mas, cá entre nós, também há grande número de escrevinhadores que, em nome da democracia literária, nem sempre apresentam trabalhos dignos de uma leitura por parte de muita gente.

Aí eu lhe pergunto: Você fez tudo pelo seu livro? Ele ficou interessante do ponto de vista do leitor? Será que, por ser você o dono da história, não acabou por omitir vários detalhes, e seu conteúdo acabou por ficar como um queijo suíço, cheio de furos?


E o estilo? Você atentou bem para a sintaxe, a gramática, o emprego correto, exato dos vocábulos? Cada circunstância ou situação sempre exige a palavra certa.

 Como se disse de Carlos Drummond de Andrade, que os textos dele eram como um relógio, com todas as peças no lugar certo, sem faltar nem sobrar nada?

Ah, poderíamos discorrer um sem número de páginas, só com esse tópico de atentar para tantos itens que fazem de um livro uma obra de respeito e valor.

Pois bem! Em meus trabalhos como revisor - eu diria assessor editorial de autores -,tem-me ocorrido momentos felizes, gratificantes mesmo, quando leio os comentários dos escritores a que pude ajudar, mercê dos meus 38 anos de literatura e 28 de estudos de Redação Criativa.


 O meu mais recente cliente, autor de um livro que aprovei, numa trama muito bem urdida, veio a me batizar de Editor, tal a sua satisfação no meu modelo de correção comentada, e não só quanto à ortografia.

 Até porque ele melhor se explicou  assim : revisar, em termos de ortografia, no mais das vezes o computador já faz, e muito bem, assinalando as palavras com ou sem acento, e bem assim a grafia se com "S", "SS", "G" ou "J" e por aí afora." 

Caso deseje contar com meu concurso para ajudar melhor apurar o seu texto, aqui me disponho a oferecer o melhor dos meus esforços e da minha experiência. 

Ao término acrescento que ocupo-me. nesse trabalho, em fazer  do autor o melhor dele mesmo. O meu processo de trabalho "é levantar a lebre, mas não sou eu quem dará a cajadada". 

É sagrado, de minha parte, o respeito ao autor, sem adulterar, com minhas palavras o que ele tem a dizer.

Em postagens futuras falarei melhor sobre o trabalho que executo. Aos interessados, para consulta sem compromisso, será o bastante enviar e-mail para  braunaster@gmail.com 

Digo, no arremate desta exposição, que a todos quantos servi, sem exceção, manifestaram de viva voz até mesmo extremos elogios, que hesito em acolher, e de cuja honraria até prefiro declinar. Tudo isto para que, com humildade, meus serviços possam valer por si mesmos, pela utilidade e pelo realce de beleza a ser trabalhado nos meus queridos amigos : autores e autoras do Brasil e de países de Língua Portuguesa.




REVISAR TEXTOS EM PROFUNDIDADE

Há sido muito gratificante este meu trabalho de leitura e aperfeiçoamento crítico de textos. Obviamente, eu persigo o objetivo de fazer com que o autor seja otimizado. 

Ou seja, possa alcançar com sua escrita o melhor de si mesmo. E aí meto a colher de pau para que suprima, acrescente ou mude a versão de uma frase ou período. 

E sempre mantenho o cuidado e a ética de o autor usar tão somente palavras dele próprio, configuradas em seu estilo, no estilo que é só dele, escritor, ou escritora.

Aqui tenho trazido, vez por outra, algumas correções efetuadas, ao mesmo tempo que exponho, visivelmente, o método que adoto. Não se trata apenas de primar pela correção ortográfica, agora um pouco confusa com a Nova Ortografia. Na verdade, a Nova Ortografia veio mais para complicar do que para resolver.

Tanto assim, que Ariano Suassuna, de longa data vem escrevendo um livro e faz questão que saia na ortografia mais recentemente antiga. 

A rigor, eu não iria a tanto, até porque em certo sentido, a implantação dessa reforma ortográfica deve ter levado em conta a facilidade com que os países de idioma luso possam melhor integrar-se.

 Claro que eles estudaram para isso. Alguma base deve haver para justificar essa postura

No entanto, só correção ortográfica é muito pouco do que pode oferecer um revisor. Eu me considero um Assessor de Escritores e Redatores.

 Procuro ver o aspecto sintático, morfológico -, enfim, gramatical, como algo que deve ser correto até em termos educativos. Mas há escritores que, a despeito de possuírem o dom de escrever, vestem mal as palavras. 

Viciam no emprego sucessivo de verbos em gerúndio; usam verbos pobres como ser, estar, ter, ir. Endurecem as frases com essa palavra "cola-tudo" chamada "que". 

Às vezes perdem grandes chances, depois de construída uma trama, quando no ápice, no momento em que o suspense enseja arrebentar com a previsão do leitor, eis que o autor passa batido e deixa passar tão especial oportunidade.

Vou aqui transcrever, ainda que no resguardo do anonimato, mas de consciência tranquila quanto à autenticidade do depoimento, as palavras do escritor a que mais recentemente servi com meus préstimos de assessoramento literário.


Seu Geraldo...Gostaria que soubesse de duas coisas.

A primeira é que eu me dei de presente de aniversário ( completo 37 anos dia 6 de Abril ) a revisão do meu texto.

A segunda e a mais importante é que eu não procurei por “ Um serviço de revisão “  trabalho de revisão tem por aí , ao montes...

Eu tenho objetivos muito claros com esse texto...Pretendo publicá-lo ainda este ano e concorrer ao maior numero possível de concursos literários em 2015 .

Por isso eu tenho plena consciência ( O que só veio a confirmar minha escolha depois que vi o trabalho do senhor )  é que”eu” escolhi “ o melhor” para mim e para meu livro


Satisfação !





VIDA E SITUAÇÃO

A situação de vida
 não tem nada a ver 
com a própria Vida.

Se esta afirmação não for verdadeira, e comprovadamente é indiscutível e real, não sobrará qualquer argumento em favor de sair deste mundo pela porta falsa do suicídio.

Não se trata, pois, de qualquer pirueta semântica a constatação de que a Vida não está sob qualquer controle humano, no que ela tem de essencial. As situações da vida, estas sim, podem e devem ser mudadas para melhor.

Se alguém passa por período de dificuldades - sejam elas de que natureza for - , de saúde,   relacionamento ou provisão, o que melhor se faz é deixar-se embeber pela Vida.

Buscar no silêncio onde Deus trabalha - desde o átomo até às galáxias aparentemente ilimitadas -  a sua própria essência, o seu Eu, 

o seu EU SOU, de que Cristo mencionou com todas as letras, alertando-nos de que : O REINO DOS CÉUS ESTÁ DENTRO DE VÓS MESMOS".

O grande erro é confundirmos a Situação com a Vida. A Vida é cada um de nós. A situação é a paisagem que passa, às vezes bela, às vezes tenebrosa, mas que, de um jeito ou de outro, acabará por se modificar. 

Todo indivíduo tem provas suficientes  para crer que a transitoriedade dos dias e estações é bem mais veloz e impermanente do que podemos avaliar.

Obviamente, a Vida permanece. E sempre seremos o Mesmo em todas as situações. Sejam as difíceis, as fáceis e até aquelas aparentemente impossíveis de serem transpostas. 

Todavia, no relicário da memória, quantas lutas ficaram para traz e hoje nada mais são do que páginas arrancadas do nosso Livro da Vida, e sem nenhuma força ou influência sobre nosso destino.

A situação em si, só aparentemente, só de forma ilusória, pode mudar a vida. Jamais efetivamente mudará sequer o mínimo odo que a Vida é. 

Porque a Vida é criação da Divina Providência, e as situações são circunstâncias que nós tecemos, por via do suor com que pretendemos criar um mundo diferente e melhor do que aquele que o próprio Deus faz e é o único capaz de tanto.






DEUS É LINDO !

Sempre que alcanço alguma graça, grande ou pequena (aliás, graça não se apresenta em tamanho), fiquei useiro da exclamação DEUS É LINDO.

Sim. Por falta obviamente de um termo que mais de perto fizesse jus ao mistério da Divindade. Quiçá eu falasse a língua dos Anjos, e melhor se aproximasse de uma exclamação mais concisa diante do Todo Poderoso.

E são tantos os motivos, e a cada minuto eles ocorrem. Por mais que esse adjetivo esteja em minha linguagem, não se desgasta pelo uso. Deus é cada vez mais lindo, mesmo quando a expressão lindo se repete a cada dia.

Lindo por tantas razões que me levam a ver a Sua Presença nas menores e nas maiores coisas. Uma mudinha de manacá da serra, ganha de meu vizinho Luís Barcoto, de repente deixou de ser criança;

levantou os braços verdes, com suas mãozinhas de flores, a alternar em cores ao correr do dia... e eis um milagre silencioso, apenas para os olhos. 

E assim tantos outros flash, envasados em momentos de quietude e silêncio, Deus sempre a falar por Suas ações marcantes, ainda que sem alardes de qualquer jaez.

E isto não só com relação a visões poéticas, enlevantes à inspiração ativa e exultante. Igualmente vejo Deus a enbranquecer o cabelo de meus amigos e conhecidos. 

Que bela transformação. Quando as pessoas que a gente conhece, enveredadas para aquele período em que todos temem, orgulham-se em dizer o número de anos com todas as letras.

Como o meu grande professor, Geraldo Negrão Machado, de Chavantes. Como ainda hoje me encontrei com meu amigo Augusto Mollo. 

Na mocidade um grande violonista, que cantava as canções mais bonitas que pude ouvir ao vivo, e sem microfones, em sua oficina de conserto de rádios ali da Rua Washington Luís.

E assim tantos e tantos. Nenês que ontem passeavam de chupeta no colo das mães, hoje passam em motos possantes e velozes, e eu vejo a vida voar, sem que me cause susto  ou espanto, 

porque Deus me proveu das asas da fé e da certeza de que Ele, de fato, é e sempre e eternamente será LINDO.


A RELATIVIDADE DOS SENTIDOS

REALIDADE  E   INCERTEZA
Geraldo Generoso
Somos escravos, pretensamente convictos, sobre a verdade de  tudo quanto vemos, ouvimos, cheiramos e tateamos.  Para a maioria esmagadora dos indivíduos, essa configuração se revela pétrea, fatal e absoluta.

            Em certo sentido, por dispormos dessas 5 pontes que nos ligam à apercepção de nosso mundo circundante, essa circunstância acaba por se tornar determinante, às raias de uma falsa certeza. Não há como negar aquilo de que a pessoa se apercebe por via dos órgãos dos sentidos.

            Talvez a tese de René Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596 – Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650 ) filósofo, físico e matemático francês, a famosa expressão filosófica “Penso, logo existo”, não destoa de uma assertiva irmã “Sinto, logo existo”. O verbo sentir aqui empregado, situa-se na relação a tudo o que o indivíduo experimenta por via dos 5  portais de recepção do mundo.

            Por falar em filósofo, não tão destoante dessa via, há a afirmação atribuída a Aristóteles [ nascido] 

ano ano 384 a.C.,  em Estagira, Grécia ; e falecido no ano  322 a.C., Cálcis, Grécia ] de que “Nada há na 

mente que não tenha, antes, passado pelos sentidos”.

            Obviamente, a realidade de que se fala e se ouve falar e sobre a qual se estuda, no mais das vezes acaba por se firmar como única e absoluta.

            Em termos de ampliação da capacidade das percepções humanas, pelos vários meios de que se dispõe – lentes possantes para ver, amplificadores potentes para a audição, a rigor conduz à verdade de quanto a realidade é relativa.

            Se alguém contempla a lua a olhos nus, sentindo a poesia do luar, e outra pessoa faz o mesmo – olha para a lua -, através de um telescópio, obviamente se defrontará com os mares ilusórios e crateras gigantescas, qual entre os dois indivíduos está com a razão no que tem diante dos olhos? Isto em formas  diametralmente opostas uma da outra.


            Isto evidencia a relatividade de tudo quanto temos como visível no universo de que somos parte. Seja de uma forma ou de outra, no caso específico da lua, objeto de desejo dos cientistas e dos enamorados, simplesmente é o que é.

 E aí entra o mistério que está além mesmo da própria visão – natural ou ampliada. A lua simplesmente e´, como todas as coisas e seres simplesmente são, constituídos de uma essência que extrapola  tudo quanto seja possível deles aperceber-se.

            Sem esforço poderíamos perceber que tudo quanto se faz visível, provém do invisível, do impalpável, a corroborar a frase de que o Verbo se fez carne.

           



            

ESCRITORES OCULTOS (Diário 18.09.2010)



As pedras mais preciosas são aquelas que se ocultam nas mais recônditas profundezas.



Há muita gente inspirada. Mais, muito mais do que imaginamos, e nem sequer o mundo consegue aquilatar o que está a perder.

Há escritores dos melhores, até em maior número do que aqueles festejados pelos seus sucessivos  best sellers, como sabonetes com aromas repetitivos, sempre sob o mesmo molde.

Não falo por mim próprio. Até porque jamais desejaria, a exemplo da coruja, gavar o meu próprio toco. 

Todavia, o que se vê no mercado editorial, infelizmente, salvo honrosas exceções, em número reduzido, são nada mais do que temas apelativos.

Apesar de não me manter, por hábito, tão criterioso em matéria de leitura (não existe livro inútil), quero dizer, sem qualquer risco de temeridade, que a maioria das obras expostas no ranking dos mais vendidos não passam de papel-sujo.

FALSO FIM - (Poema de 06/10/2010)

FUNDO FALSO

GEGENEROSO
 (06/10/2010)

SENHOR, meu Deus, em minha hora extrema,
Pelo meu nascimento decretada,
Quando diante do fatal dilema
Da mente em face do Tudo e do Nada;


Nessa chegança ao término da estrada,
Que minha Alma ao abismo não tema
Esse sol-pôr da minha hora chegada,
Qual conclusão do último poema.


Que não relute ao império de ir-me
E sentir pressa a sobrevir-me
O seu manto de luz por sobre mim.


É o certo isto ocorrer. Fizeste assim;
Serei um entre os mais que a Lei confirme:
Nada há por temer a um falso fim.

 





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