RESPEITO E AMOR AOS SERES HUMANOS

RESPEITEMOS OS VALORES HUMANOS
Geraldo Generoso
Infelizmente, o mundo atual encontra-se cada vez mais laico, para não dizer quase alheado por completo da espiritualidade que melhor serviria aos interesses mesmos das próprias nações. Necessariamente, não seria dizer que os Estados fossem influenciados ou, pior ainda, influenciassem as religiões. Aliás, nem mesmo seria o cso de usar o termo religião, no sentido de se ater a uma denominação específica.
     Em que  pesem fatores como a modernidade hipnotizada pelo consumismo, alimentadora do capitalismo tão ateu quanto o comunismo, ainda assim se percebe que as palavras de Cristo, de um modo quase imperceptível num primeiro olhar, prevalece com muita força sobre o mundo.
     Claro que ainda falta muito, mas os regimes arbitrários e autoritários, em todo o planeta, estão sendo questionados e postos à prova. Malgrado às vezes ao preço de lágrimas de sangue, ainda assim os valores humanos são – bem ou mal, mas progressivamente reconhecidos.
     E tudo isto não obedece a uma lógica, a uma explicação que sugira vantagens no custo-benefício de medidas de governo que são tomadas aqui e ali. De impérios que roem praticamente do dia para a noite, sinalizando uma nova alvorada. Como agora se viu na própria China, onde o autoritarismo (grande ainda) vai a afrouxar-se com maiores liberdades.
     O mesmo se diga de Cuba, onde o comunismo já estertora em meio à sua sandice de criar um estado-deus para os seus habitantes. Igualmente, no mundo inteiro, a pena de morte já não é tida como receita infalível para melhoria e higienização da sociedade.
      Poderia citar vários outros países, onde se pode dizer que o mundo encontra-se em evolução e, o mais interessante, sob os preceitos cristãos, ainda que, a bem da verdade, falta muito, e especialmente para um país cristão como o Brasil ser tão cristão quanto o é o Japão, em termos de vida da população.
     Todavia, é notório que o mundo não é o mesmo, e muda de uma hora para a outra, quando irrompe aqui e ali aqueles fazedores de um novo tempo, que são os grandes pensadores e homens e mulheres de ação por uma vida mais digna.
     É que o ser humano, por mais degradado que se faça na pessoa de um indivíduo, ele não é mero fruto do acaso, ou do acidente eventual entre um espermatozoide e um óvulo. É uma criatura, que só pode ter resultado de um Criador, que é Deus. Por isso, só por isso, a gente pode, sim, crer que o mundo alcance um percentual de condição de vida bem melhor para os seus moradores. Óbvio que há medidas urgentes a se tomar em vários setores de governo em cada país, mas tudo isso, no seu devido tempo será providenciado, porque por mais que se propague que tudo está perdido, Deus prossegue tecendo após cada noite escura uma alvorada radiante.

    

LUZ OCULTA



LUZ OCULTA
G.Generoso

Os obstáculos se sucedem num crescendo 
Que me parece impossível
Superá-los com as minhas  próprias mãos !

Corro ao Teu encontro
E esta corrida me parece vã,
Mas me sobrerresta
Em minha fé anã
Uma réstea de luz
Com a qual sempre conto.

Só resta Te esperar
Na vigília amanhecida,
Tecida
Na esperança insone do luar
Em encontrar
Para o meu coração
A Tua mão estendida
Em Tua suprema proteção!

Deixo-me ir, enfim,
Ao fim que ignoro por completo:
- De onde virá esta paz que me invade?
De onde me vem esta força
Com sabor de eternidade ?
De onde vem esta luz
Para os meus olhos apagados?

Vem de Teu santuário, 
Vem assim tão mansamente,
Oculta entre as sombras do meu rosto
A iluminar-me inteiramente,
Que não sei como explicar
Como posso
Apesar desta pesada cruz às costas
Ter forças para erguer-me ao Teu céu infinito.

PRISIONEIRO

PRESO NO TEU LAÇO

Que me liberta

Do jugo 
De  não ter um norte

Eu te vejo
Como uma luz

Que me cega
Para esta vida

Com um afago
Que me faz ver 
Até o fim

Você 
Cá dentro em mim.



VIDA DE POETA

                      VIDA DE POETA
G.Generoso

É tecer com fios de pensamentos,

com teias de sentimentos

o amor maior de viver só

ou com alguém

mas sempre bem

e com beleza.


                                     

ROSACRUZ ÁUREA

Tradições e referências


Muitos foram os que deixaram traços luminosos na 

memória dos homens por terem criado escolas

 e movimentos que tiveram esse mesmo sublime objetivo: 

Hermes, Zoroastro, Buda, Jesus, Mani etc

Por estar em comunhão com esses testemunhos, 

a Rosacruz Áurea revivifica, em poder e força, 

essas verdades eternas no coração dos homens 

que são dignos de vivenciá-las atualmente.




Do Egito (o Templo do homem), da Grécia (as escolas 

dos Mistérios), dos essênios ao puro cristianismo 


dos primeiros séculos, do cristianismo cósmico de Mani 

e dos cátaros aos alquimistas e aos rosacruzes, 

por toda a parte irradia essa mesma Idéia-Força universal:


O Homem, pensamento divino, chave do universo,

 é ilimitado na sua consciência. 

No seu coração reside todo o Plano do 

devir universal, mas é necessário que ele renasça para essa dimensão.





Noções - Chave

A Rosacruz Áurea perpetua a grande tradição 

gnóstica que é subjacente a todas as correntes

 espirituais que marcaram a história dos homens:

 o ensinamento universal da libertação. 


Em todos os movimentos gnósticos encontram-se

 pontos característicos:
  • O homem não pertence só a esta natureza,

  •  pertence também a um mundo original perfeito 

  • de que guardou a nostalgia;

  • Ele sente-se estrangeiro nesta natureza, 

  • porque possui no seu coração uma centelha da vida original;

  • Nessa centelha da absoluta perfeição, nessa

  •  “Rosa do Espírito”, encontra-se o plano de regresso,

  •  a possibilidade da reconstrução do ser 

  • perfeito que ele é em essência;


  • Ser de carne e de sangue sujeito ao domínio

  •  desta natureza, ele possui contudo uma 

  • consciência cujas possibilidades, uma vez

  •  ligadas à centelha da origem, libertam o 

  • Conhecimento - a Gnosis - do caminho de regresso à sua Pátria verdadeira;

  • Um imenso processo, que deve ocorrer

  •  nele enquanto ainda vive, pode fazer nascer uma

  •  nova consciência e, com base na aspiração ao 

  • regresso, levá-lo ao estado de homem

  •  verdadeiro;
  • Esse processo implica o conhecimento do plano (iniciação) e um comportamento (rejeição 

  • do ego, amor por todos, libertação de todos os

  •  condicionamentos mentais e emocionais) que ligue

  •  o candidato às forças espirituais que realizarão nele 

  • a transfiguração.

  • Este saber só pode ser transmitido por aqueles 

  • que realizaram em si mesmos esta ressurreição da consciência original.

MEU PAI

Homenagem a JOSÉ GENEROSO

Meu pai,
de mãos calejadas
em suas lutas
com a vida.

Ainda assim
de mãos calosas
se mostram suaves
e abençoadas
de trabalhos 
e afagos

Em dias bons
ou aziagos
meu pai
sempre foi um forte.

E na sua velhice,
prenúncio a desvelar a morte,
meu pai prossegue
sempre forte
na sua austeridade
feita de meiguice.

TESOURO DE PRATA

TESOURO DE PRATA



A chuva
Com a mão cheia 
De goteiras


Ao solo  pranteia
E cai a plantar 
Sementes  de prata
Com o céu a meia.






MUSA - POEMETO II

MUSA 

G.Generoso

Ela é eu mesmo
Na dimensão do amor
Que vem a esmo
Sem explicação.

A minha musa
Não tem definição: 
Nem é bela
Nem feia

É só ela mesma
Sempre a mesma
A me bastar

Por essa razão
Jamais
Teria a desejar
Nela qualquer
Alteração
Do que ela sempre
Saber
Só ela ser demais.

Poemeto I - Paisagem


POEMETO I 



Vai o manso regato
Beijando margens
A beirar o verde
E a levar vida.

Nas suas águas
No leito suave
Dessedenta a ave
E os animais silvestres.

Que bela imagem
De paz reveste
De margem a margem,
De leste a oeste.


POEMETO III - INSÔNIA

Bendita Insônia




De meus olhos
secos de lágrimas
na noite boa 
como um manto
De silêncio
E entrega.



Faço 
com teus pedaços
os poemas que mando
para o     mundo




Sem dele
esperar retorno.

CONTROLEM-SE PARA VIVER MELHOR



O DESCONTROLE DA REPRODUÇÃO 

HUMANA

G.Generoso




Sujeitos ao  conjunto dos  instintos, a maior parte dos seres 

humanos passa pela vida de uma forma condicionada, 

com situações de vida estereotipadas de forma medíocre e infeliz e, 


não raro, atormentada.


            Isentamente  posta  em observação, de um modo objetivo, 

pode-se ressaltar a questão do ter filhos ou não.


           Há uma onda tão forte a soprar nessas decisões individuais, a 
ponto de mesmo aqueles que nela não embarcaram cair na 

enganosa tentação  de achar que o ter filhos teria sido melhor.


          Antigamente, e não muito antigamente assim, dizia-se que era preciso formar uma família como garantia de que os filhos cuidassem dos pais na velhice.

         Embora isto hoje pareça ser uma exceção (de filhos devotados a pais e mães), não era muito diferente nos tempos que já se já vão longe na história da humanidade.

            Porém, essa desculpa esfarrapada já não serve mais sequer a um por cento de quem faz questão de se iludir.

 Vivemos na era do lucro e, como pessoas, quando nos encontrarmos na circunstância do lucro cessante, também cessará qualquer interesse, salvo honrosas e mínimas exceções, com relação a qualquer tipo de interesse por nossa vida.

Sei bem que a esta altura de quem lê este texto, que me exigiu muita coragem em pô-lo a público, certamente estão a contestar cada palavra aqui pingada de meus dedos, não com gosto, mas com contrariedade por as coisas serem como são.

 O egoísmo sempre existiu e atualmente ele extrapolou todo e qualquer senso de medida, mesmo nas melhores pessoas. Entre suportar o egoísmo de possíveis filhos, por que não ser egoísta e evitar a tê-los?


Posso conceder, contudo, que há pessoas com capacidade para ter e criar filhos com relativa aparência de realização. São em sua maioria, e não raro entre nós, de gente que gosta e é talhada para sofrer. 

Bom, aí não há o que discutir quanto a opinião de tais indivíduos. Sofrem e gostam, e é um direito sagrado que lhes assiste.

Numa análise fria e isenta, por outro lado, havemos de convir que há pessoas que, infelizmente e pior que tudo, não são talhadas para a paternidade e se metem a tal ignorando o peso desse sacrifício. Aí é mais ou menos dizer que encontraram o que buscavam e, por duras penas aprendem que não era bem o que elas queriam.

Todavia, falando de modo geral, a descendência, pelos cuidados que requer, pelas diferenças individuais inevitáveis que cada pessoa tem; pelo fato de nunca se saber como será o gênio ou temperamento do descendente (que aliás, nunca é tão bom quanto o esperado, na melhor das hipóteses).

 Sim, porque na maioria das vezes representa o conhecido conflito de gerações, tanto mais acentuado quando os filhos são adolescentes.

É respeitável a coragem dessa maioria, ou otimismo infundado 

com que nutrem suas expectativas de vida apostando no

 incerto e, pior ainda, no que no mais das vezes só resulta em 

decepção, cuidados, pesares; noites perdidas de sono, em 

vigílias apreensivas e, quase sempre, disso tudo só vem 

incompreensão, ingratidão, ao ponto de mais que um filho ter


 dito aos pais: eu não pedi para nascer.


Mas a vida é assim mesmo e a humanidade continua a se 

somar e multiplicar, num mundo com 4 bilhões de pessoas 


abaixo da linha de pobreza e 800 milhões de pessoas  passam 


fome.



Oras, será que alguém, em sã consciência, ainda aposta algo 

neste mundo?  E deseja perpetuá-lo da forma que está, ou 

pior, quando daqui a pouco vai faltar água no Planeta?

Parem com isso. O mundo já está bem provido de gente.


 Gente transbordando, saindo pelo ladrão, como se diz no popular.



Meios para evitar que venha mais gente ao mundo, filhos que 

só trazem aos pais, na maior parte do tempo, preocupações e

 os envelhecem antes do tempo, e para arrematar ainda são 


ingratos, não é o que falta.


Há recursos de sobra a ponto de dispensar menção, sem necessidade sequer de se recorrer ao aborto, que gera polêmica no mundo todo.

Pelo exposto, pode alguém concluir que haja de minha parte,  uma indisposição com a vida, até mesmo uma tendência suicida diante do quadro que este mundo apresenta.

 A rigor, não é verdadeira essa impressão.  Também não significa que se deseje e  possa trancar as madres de todas as mulheres e o mundo parar por aí.

Há aqueles que têm vocação, e merecem ser respeitados em

 suas opções de vida. Se vão sofrer as agruras e percalços da 

paternidade ou maternidade, compete a eles arcar com essa 

responsabilidade e, ao que parece, tudo indica que as pessoas 

concluem, bem lá no íntimo, que não há outro jeito senão que

 ser assim, no sacrifício, no sofrimento ao decorrer de uma 

vida inteira de buscas sem sentido. Isso é uma utopia que 

acomete a maioria das pessoas.



O grande filósofo árabe Al Mohre, mandou que escrevessem

 em seu túmulo esta frase que nos remete a pensar com 

bastante profundidade sobre o que é este viver na Terra:

“Meus pais pecaram contra mim, mas eu não pequei contra ninguém”.

Sei que as pessoas ditas religiosas, ou assim presumidas, por si 

ou pela sociedade, certamente se puderem deletarão sem 

piedade esta página que escrevi e, para ser sincero, a grande

 contragosto. 

Mas o Apóstolo São Paulo mesmo escreveu, aconselhando ao

 falar de sua situação particular aos seus leitores, que fazia 

votos de que as pessoas se mantivessem solteiras como ele.

O que gera sofrimento, na verdade, é o apego. Filhos se 

apegam e se fazem apegados pelos pais, de onde resulta – quer 

queira quer não , uma relação não raro conflituosa e das mais

 infelizes. A ponto de uma pessoa, por sinal muito coerente e

 digna de crédito ter-me dito o seguinte:

“Meus filhos, pelos cuidados que me  impingiram, pelos

 trabalhos e situações a que me fizeram sujeitar-me, 

causaram-me  mais dissabores do que todos desgostos que me


  causaram os  meus próprios inimigos”.


Esta página não se resume em dar receita para ser feliz. 
Apenas observa a realidade fria, nua e crua do que é esta vida. E não é um flash de impressão de algum momento, passado ou atual, que seja incômodo e desagradável. 

Resulta do que se vê e que a maioria das pessoas fecha os olhos para esta questão e caem na escuridão de se tornar existências caudatárias dos filhos ao preço, quase sempre, do desprezo e da ingratidão. Tenho dito.

PALESTRA SOBRE LITERATURA NA PAULA SOUZA

Esta foi uma Palestra de GERALDO GENEROSO,  sobre literatura na ETEC "Prof. Pedro Leme Brisolla, de Ipaussu, filiada à FUNDAÇÃO PAULA SOUZA.

PROGRAMA SALA VIP - Geraldo Generoso

Esta entrevista com o Prof. HAMILTON MASTRODOMÊNICO
foi a campeã da Rádio Antena A
com o Programa SALA VIP.

Curta e comente.

HAIKAIS E FRASES CURTAS


HAIKAIS

Calma, a flor sempre sustenta

O peso da abelha

A quem alimenta.

*
Em tempestade lá fora

No verão que vira

O tédio evapora.
*

FRASES CURTAS E GROSSAS

Com o que se passou
só o tintureiro tem a lucrar.

===

Murmúrios e reclamos são
preces viradas pelo avesso.

=======

A chuva que lavou a rua
Sempre acaba por ir dormir na calçada.


FIM DE CASO


Despejo  à Velha Senhora

Por incrível que pareça,
Ó senhora grisalha, de mãos nodosas  e olhos tristes,
Talvez sintamos a tua falta...
Foi longo o tempo em que estivemos juntos,
E a proximidade gera vínculos,
Mesmo quando feita de ingredientes infelizes.

Sentimos tantas vezes os teus dedos magros
A nos cingir no abraço indesejado !
Teus lábios frios no beijo que rejeitávamos
De tua boca desdentada e murcha.
Daquela boca que se abria em sorriso
Para o pouco,
Porque só ao pouco conhecias
E te assustavas com a possibilidade da abastança,
Vendo nela o pecado,  o luxo, o  supérfluo.

Quantas vezes nos acompanhaste no sono e na insônia,
Sobre catres de palha e lençóis rotos.
Mas fostes tu, bem ou mal, uma companhia
De longos dias,
Ainda que a gente a todo custo
Te evitasse e te arrumasse a mala rota
Para partires 
Para  nunca mais voltar.

Não ! Tu insististes sempre em estar ao nosso lado
Porque a gente se assentava sobre o teu colo esquelético
E julgava que fosses tu  o poço de virtudes
Que nos alimentaria com as águas da salvação.

Ledo engano sobre teus poderes inócuos
De nos limitar o vôo,
Te cuidavas prudente para que não caíssemos
Dos céus, para onde nos levavam as nossas asas.

Hoje deixarás esta casa vazia
De tua presença, bem ou mal, marcante,
Para nossos corações cansados...




Um vazio é sempre sentido
E hoje partirás para sempre,
Restará,talvez, uma saudade esquisita,
Que nos levava a juntar moedas
como as galinhas juntam os grãos do terreiro,
E tu sempre a nos dizer que havia de ser assim mesmo;


E até blasfemavas nos levando a crer
Que tínhamos que conviver contigo
Para que se  nos abrissem as portas
De um céu de mentiras que inventavas
Todos os dias
Quando a gente tentava te botar no olho da rua.

Mas agora tu mesma desejaste partir
Porque não te deixamos mais lugar nesta casa.
Vai, Dona Pobreza,
Pelo mundo afora que te confunde com virtude.
Estamos, sim, fazendo-te uma festa
De tua definitiva despedida de nossas vidas.


Ó pobreza,  a bem da verdade, nos fez melhores, talvez.
Ensinou-nos a modéstia, a humildade e a paciência
de esperar que um dia teu lugar, que se ampliou tanto em nossa casa,
Ficasse maior para receber a Prosperidade, como um dom que é nosso.

Tchau, Dona Pobreza. 
Esperamos que mude o teu comportamento, pois a ser  como és,
Em nenhum lugar terás pousada permanente
Porque o Universo é rico
E não tem lugar para a miséria, a carência e a limitação.
Bye bye, Pobreza. Converta-te de tua mesquinharia e pequenez,
E mude o teu nome, o teu jeito e a tua essência,
E só então serás bem vinda
Na próxima casa que bateres.

Leve às pessoas e suas famílias,
Do que te restar,
Somente a virtude de esperar

Até que Dona Riqueza,  
a verdadeira hóspede


Venha ocupar o teu lugar.

TEMPOS FELIZES DE OUTRO JEITO

G.Generoso

O HOMEM PRIMITIVO era feliz e hoje podemos avaliar como fluía a sua vida e como ele a fruía.

 Saía da caverna para olhar o firmamento coalhado de estrelas, sem perguntar aos astrônomos de que o céu era feito.


     Ainda nos primórdios, como coletor de raízes, ervas e frutas nunca teve conhecimento da opinião dos que comandam as commodities para estabelecer alta ou baixa de preços.


     Tudo nascia pelo simples nascer e mostrar-se à vida. E de vez em quando também se morria. Certamente esse cidadão sentia-se naturalmente contrafeito e indagativo, mas passava.



  
     Se a caça rareava no seu entorno, ele simplesmente caminhava até um pouco mais longe. 
    E se as intempéries atingiam-no e ao seu grupo, com raios, trovões, vendavais e aguaceiros inundantes?

  Ele simplesmente cismava que o deus, feito à sua imagem e semelhança, se zangara por algum motivo que ele e os parceiros queriam desvendar.
     


     Todavia, na ventura ou na fatalidade, sempre havia o mistério que eliminava o senso de rotina.

    Ele não sentia  o tédio. Essa pessoa, obviamente, se sentia muito pequena diante dos desafios que nem sequer podia explicar a si e aos outros.
     
     Sim, porque não havia perguntas, pelo fato de não existirem palavras para vestir qualquer explicação ou palpite. 

     Somente havia o ser a si mesmo, a dançar feliz sobre a presa abatida ou a fêmea conquistada.



     Hoje tudo se explica. E acaso se os sabedores alegarem desconhecer sobre algo, convencionamos que, cedo ou tarde algum astrônomo explicará porque o céu existe, do que ele é feito e até quem o fez.

     Sim, essas e outras indagações, íntimas e inexplicáveis, como a existência de outra vida além da terrena, por certo hão de esperar muito tempo.

    Talvez essa espera dure a eternidade -  para que todas as explicações correspondentes sejam formuladas,por quem as venha a explicar aos que se puserem de escuta, para crer ou refutar.



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