Alfarrábios do Generoso: ONDE ESTÃO MEUS AMIGOS RUSSOS

Alfarrábios do Generoso: ONDE ESTÃO MEUS AMIGOS RUSSOS:  Neste blog, ultimamente tenho sentido muita  falta dos meus amigos leitores da Rússia, que visualizam os meus escritos, principalmente quan...

ONDE ESTÃO MEUS AMIGOS RUSSOS

 Neste blog, ultimamente tenho sentido muita  falta dos meus amigos leitores da Rússia, que visualizam os meus escritos, principalmente quando são textos em poesia.
  Por essa razão, hoje vou postar uma poesia do poeta, príncipe dos poetas brasileiros, falecido em 1969 - o nosso imortal GUILHERME DE ALMEIDA

SEGUNDA CANÇÃO DO PEREGRINO 

Segunda Canção do Peregrino
Vencido, exausto, quase morto,
cortei um galho do teu horto
e dele fiz o meu bordão.
Foi minha vista e foi meu tacto:
constantemente foi o pacto
que fez comigo a escuridão.
Pois nem fantasmas, nem torrentes,
nem salteadores, nem serpentes
prevaleceram no meu chão.
Somente os homens, que me viam
passar sozinho, riam, riam,
riam, não sei por que razão.
Mas, certa vez, parei um pouco,
e ouvi gritar:-“Aí vem o louco
que leva uma árvore na mão!”
E, erguendo o olhar, vi folhas, flores,
pássaros, frutos, luzes, cores…
– Tinha florido o meu bordão.
Guilherme de Almeida


Alfarrábios do Generoso: POEMA ECOLÓGICO

Alfarrábios do Generoso: POEMA ECOLÓGICO: Por falar em Ecologia Preservar é preciso. A ordem é não matar. Urge usar o juízo: A Terra é   nosso lar. Respeitar a ...

POEMA ECOLÓGICO


Por falar em Ecologia



Preservar é preciso.
A ordem é não matar.
Urge usar o juízo:
A Terra é  nosso lar.

Respeitar a criação
com tudo em seu lugar,
cada ser tem função
na teia alimentar.

A ordem é conservar,
sem alterar o esquema
para não alterar
o nosso ecossistema.

Seguido ao pé da letra,
Era esse o meu lema.
Mas, em medida extrema
Matei com a caneta
Uma traça suspeita
que roeu meu poema.

Alfarrábios do Generoso: POESIA DE UM TEMPO IDO

Alfarrábios do Generoso: POESIA DE UM TEMPO IDO: UM NOME QUE FICOU O nosso tempo o tempo já levou, Do antigo romance só restou Nada mais do que trêmulo relicário. Daqueles dias ...

POESIA DE UM TEMPO IDO


UM NOME QUE FICOU

O nosso tempo o tempo já levou,
Do antigo romance só restou
Nada mais do que trêmulo relicário.
Daqueles dias que a saudade tece,
Separando-nos mais, hoje acontece
Outro dia de teu aniversário.

Pior até do que o implacável espaço
Que separa o meu braço do teu braço,
Faz-se o tempo entre nós muralha imensa.
Mas se recordas tudo que antes disse
Tu'alma que a meu lado te predisse:
Serás meu galardão por recompensa.

Por sob os meus cabelos já cinzentos,
Ponho-me a reviver nossos momentos
Felizes, partilhados sempre a dois.
Imaginando um sonho em comum,
Esses sonhos que foram, um a um,
Sobre este tempo que chegou depois.

E mais um ano fazes, eu ausente,
Recordas-te do último presente
Que presto te mandei junto a um cartão ?
Tanto tempo passou, já nem existe
Senão a  lembrança, mas em mim persiste
Sempre o teu nome em meu coração.

Distante, ainda,  daqui donde moro,
No silêncio teu nat comemoro,
Seja onde estiver ou aonde eu for.
A recordar, o tempo nos convida,
Esse mago que leva a nossa vida
Mas nunca leva um  verdadeiro amor.


Geraldo Generoso - Brazil 







Alfarrábios do Generoso: NATAL (SONETO)

Alfarrábios do Generoso: NATAL (SONETO): NATAL Geraldo Generoso -  pelo NATAL DAS LUZES DE IPAUSSU SP BRASIL QUE ESTÁ ENTRE OS MAIS BONITOS DA REGIÃO DE MARÍLILA  As ...

NATAL (SONETO)

NATAL

Geraldo Generoso - 
pelo NATAL DAS LUZES DE IPAUSSU SP BRASIL
QUE ESTÁ ENTRE OS MAIS BONITOS DA
REGIÃO DE MARÍLILA 

As estrelas caíram no oriente
Porque em Belém um Novo Rei nascia,
Rei que a voz da Verdade em Si trazia,
Rei do Futuro, Rei eternamente!
Rei que não quis um trono imponente
Feito do imposto, Rei sem Monarquia,
Teve por berço humilde estrebaria,
Rei da Paz, imortal, Benevolente!
Foi condenado, mas não condenou;
Para estas trevas trouxe o olhar da luz,
Do mundo odiado, mesmo assim o amou!
Rei eterno e imortal só foi JESUS!
– Único REI que a morte respeitou,
REI DOS RESIS QUE POR CETRO TEVE A CRUZ!



Alfarrábios do Generoso: TRÊS DESPEDIDAS LITERÁRIAS

Alfarrábios do Generoso: TRÊS DESPEDIDAS LITERÁRIAS: DESPEDINDO-SE DA VIDA COM MUITO AMOR GABRIEL GARCIA MARQUES escritor colombiano S e, por um instante, Deus ...

Alfarrábios do Generoso: Análise da Poesia LÁGRIMA DE ARBUSTO

Alfarrábios do Generoso: Análise da Poesia LÁGRIMA DE ARBUSTO: LÁGRIMA DE UM  ARBUSTO  Geraldo Generoso As ruas por que   hoje passo, Num passo inútil à procura Dos momentos vividos, Já beb...

Análise da Poesia LÁGRIMA DE ARBUSTO


LÁGRIMA DE UM  ARBUSTO
 Geraldo Generoso

As ruas por que  hoje passo,
Num passo inútil à procura
Dos momentos vividos,
Já bebidos
Pelo tempo e espaço,
Onde,   unidos,
Com meu braço no  seu braço
Juntos  íamos distraídos,
De abraço em abraço.

As pedras hoje falam
Com  outros pares,
E para mim se calam,
Nos passos de  outros passantes,
De pés apressados, errantes,
Que ocupam  nossos lugares
De ingênuos amantes.

Hoje,  se transito
Por aquelas árvores nuas,
Sinto-me um proscrito,
Sem ter a minha mão nas suas.

Nem mesmo o infinito
Permanece o mesmo
Sobre as nossas ruas,
Onde sigo a esmo
A conter meu grito.

Um velho  arbusto, num atalho,
Quase me reconhece na cadência
Do passo sozinho, quase incerto e falho
Nesse meu desfile de reminiscências;
E eis que respinga uma lágrima  de orvalho
A chorar por mim  a sua   ausência.

Um pouco da história desta poesia
Cada vez que releio este poema visualizo momentos reais, com sentimentos vivos que remexem o coração, a alma, o espírito, tudo !  Eu fico até a duvidar que o passado seja passado, algo que sem vida e desaparece entre os dias que são tragados pelas noites que os sucedem.
      Esta poesia ressuscita um sentimento tão peculiar, de forma tão viva, ardente, que parece decantar lá no fundo do meu ser, a tal ponto que  me sinto transportado para aquele momento em que estas palavras explodiram suavemente no meu peito.
      Aliás, por aquele tempo dessa primeira e única e real namorada de minha vida, e põe vida nisso: 52 anos já se passaram - nada havia de tão extraordinário exteriormente, mas de intensa vida interior e de uma rotina simples, repetititva, mas jamais cansativa. Tanto assim que, a cada recordar as mesmas emoções rebrotam de forma nítida, cristalina, viva, até com com gosto de eternidade. 
      Era uma caminhada longa até o cinema para assistir qualquer filme, que sempre era ótimo por ela, não propriamente pelo filme em si. 
      Analisando bem, eu nunca entendi - nem hoje consigo entender o porquê daquele amor tão peculiar que eu era levado a pensar que talvez não houvesse um sentimento equivalente àquele que eu sentia por ela, no coração de nenhum ser humano enamorado. E engraçado que não era paixão, não era atração sexual, não era conveniência de qualquer tipo. Nada disso. Concluo e repito que, por não poder explicar, era amor mesmo. Único, absolutamente inexplicável.  Com ou sem palavras era amar de verdade, no sentido mais pleno da palavra.
         Até hoje não entendo como, ela sendo tão simples, e tão natural ( e talvez por ela ser tão natural, tão transparente, tão ela e ela só) eu sofria tanto a concorrência de outros jovens de nossa idade (18 anos em 1966).
        E foi daí, talvez de minha insuficiente autoconfiança, até evocando uma lógica absurda de que quanto mais tarde eu a perdesse maior seria o sofrimento de não mais tê-la como namorada, que,por essa insensatez, decidi terminar com o relacionamento. 
      Contudo, nunca experimentei na vida arrependimentoo maior por essa loucura, pela qual até hoje ainda sinto doer no mais fundo da alma.
      Uma noite, já desfeito do meu sonho que eu mesmo tolamente desmanchei, perdi o sono na madrugada. Fazer o quê? Não havia nada a ser feito. Pulei da cama, peguei o carro e rumei para a cidade dela, a 30 km de distância. O quê eu iria fazer? Ir bater à porta da casa dela? Não adiantaria. O que decidi foi, ao chegar à cidade, parar o carro a certa altura do nosso caminho costumeiro de namorados, (aliás, era uma avenida arborizada) - desci e refiz o  trajeto que fiz tantas vezes em sua companhia.  Em plena madrugada me pus a caminhar pela calçada que era nossa, sozinho, sem viva alma na rua, com a madrugada já  distilando um sereno manso sobre um silêncio de tantas e nenhuma pealavra.
        Deixei o carro onde o havia estacionado e fui a pé pelo trajeto, de muitos quarteirões, até o cinema, tentando sentir o ar dos momentos passados, se é que momentos tem ar.  Tudo voltou à memória, a todos os sentidos, sentindo o tato do ar frio, o ruído dos meus passos na calçada, a paisagem tão felizmente familiar, mas sozinho, no sentimento entre cumprir uma penitência e reativr um tempo feliz que, no simples recordar não era a mesma coisa. 
         Cumpri esse ritual. E dele resultou este poema que aqui replico e que até parece uma história banal como a de tantos outros amantes. Não acho que seja assim, é muito forte para ser comum um sentimento como este que me transporta a um tempo que não volta mais.

        







Alfarrábios do Generoso: UMA POESIA CONCRETISTA

Alfarrábios do Generoso: UMA POESIA CONCRETISTA: ENCRUZILHADAS E SUBIDAS A vida é uma   e s t r a d a Que só tem ida É uma E /S/ C/ A /D/A Para ser a d i b u ...

UMA POESIA CONCRETISTA


ENCRUZILHADAS E SUBIDAS


A vida é uma  e s t r a d a
Que só tem ida
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Com minhas desculpas ao poeta concretista AUGUSTO DE CAMPOS, pela ousadia de compor este poema do gênero em que ele é o Papa.
GeGê do Brazil

Alfarrábios do Generoso: CONVITE ESPECIAL

Alfarrábios do Generoso: CONVITE ESPECIAL: Amigos Internautas de todo o mundo      Não busco seguidores, mas apreciaria muito comentários de pessoas, moradoras nos mais diversos po...

CONVITE PARA DIÁLOGO E COMENTÁRIOS

Amigos Internautas de todo o mundo

     Não busco seguidores, mas apreciaria muito comentários de pessoas, moradoras nos mais diversos pontos do planeta.
      
    


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Alfarrábios do Generoso: Amigos Internautas de todo o mundo     Não busco s...: Amigos Internautas de todo o mundo      Não busco seguidores, mas apreciaria muito comentários de pessoas, moradoras nos mais diversos po...

CONVITE ESPECIAL

Amigos Internautas de todo o mundo

     Não busco seguidores, mas apreciaria muito comentários de pessoas, moradoras nos mais diversos pontos do planeta.
      
    Monologar é muito cansativo e, com o tempo, a gente perde até a motivação para expor ideias, sem saber como são recebidas.

    Obtenho, normalmente, um número razoável de visualizações deste blog. 

E espero você me devolver a sua palavra, ou letra, com muito boa expectativa: de concordância ou discordância, mas te espero. 
Grande abraço do

Geraldo Generoso - Brazil



      

    



Alfarrábios do Generoso: CAPITALISMO EM XEQUE MATE

Alfarrábios do Generoso: CAPITALISMO EM XEQUE MATE: Geraldo Generoso - Brazil Renda Básica Universal – RBU Não tem esta postagem, tanto quanto pretendo, qualquer vezo ideológico ...
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