SALMO 74 - VERSÃO RIMADA GG

Única versão editada em Língua Portuguesa.



Salmos
74

Versão rimada do original por
 Geraldo Generoso.

1 Ó Deus Pai, por que, enfim,   nos rejeitaste ?
Por que  com tuas ovelhas te iraste,
Que,  por teus pastos, a vagar estão?
E com teu amor eterno as compraste
Desde remotas eras que se vão
E, com as mãos tuas ,  sempre as amparaste?
2 Lembra-te, pois,  da tua congregação,
Remida pela tua própria mão
E com ternura ajuntaste
O teu rebanho sobre o Monte Sião.

Sobre as assolações, teus pés, levanta,
Contra o que o inimigo nos tem feito
de mal no santuário em ira tanta.
Bramam os inimigos, não há jeito,
Rugem sobre os lugares de área santa;
A impor suas marcas sem nenhum respeito.

Um homem em famoso se faria,
Com um machado ao abater o arvoredo.
Mas agora, na fúria, se daria,
Com martelo e machado e, sem medo,
Às entalhadas obras, com  ousadia,
A cinzas reduzir com duro dedo;
Lançaram fogo no teu santuário,
Não hesitaram na profanação,
Derrubando, inclementes,  até ao chão,
A morada do teu nome, a nós tão caro.


Disseram nos seus ímpios corações:
De  vez os despojemos, em ações
De queima teus lugares profanaram,
Que são tuas santas localizações
De  seus aspectos, todos,  nos privaram.

Jazem perdidos os nossos sinais,
Nenhum profeta já nós temos mais
Nem há ninguém que a antever nos possa
O quanto durará esta dor nossa.

Até quando, ó Deus, o adversário
Com suas blasfêmias nos afrontará?
Até quando o  mal será o fadário
Que diante nossos olhos estará
E até quando ele blasfemará?

 Porque retiras a tua mão, ,  tua destra?
Tira-a de dentro do teu santo  seio.
Tu que é o meu Rei, só o que me resta
A operar salvação da terra em meio.

Por tua força dividiste o mar,
Quebrando a cabeça das baleias,
Ao leviatã fizeste espedaçar
E aos habitantes do deserto a mancheia
O deste em mantimento a esse lugar.

Fendeste o ribeiro em água cheia;
Secar fizeste os rios impetuosos.
Teu é o dia e a noite que o permeia,
 Preparaste o sol que o  dia clareia
Fixaste  os  limites espaçosos;
 Inverno e verão tua mão semeia.

Da afronta lembra-te, um povo louco
Contra o teu nome pôs-se em blasfêmia;
Que as feras não devorem  os teus não poucos
Aflitos, a gemer em dor suprema.

Faça-te lembrado de tua aliança;
Terrível está a Terra em seus lugares,
Crueldade a abater-se por seus lares,
Leva-lhes a perder até a esperança.

Não se faça em vergonha o oprimido;
Louve-te em sua oração e em seu  gemido
O aflito que em tua busca ora se lança
Que dores  tantas tem então sofrido.

Erga-se a Mão, que  tua causa pleiteia
Ante  o afronto do louco, repetido,
Não saiam, pois, jamais de teu ouvido
A voz dos inimigos que está cheia
E os que contra ti muito há crescido
No tumulto dessa turba que te odeia.

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